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    Como Vencer Um Debate Sem Precisar Ter Razão, Em 38 Estratagemas. Dialética Erística -

    Arthur Schopenhauer

    Auster
    2019
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-13: 9786580136100
    Português Brasileiro
    3.8
    68 avaliações
    Leram93Lendo21Querem217Relendo1Abandonos11Resenhas16
    Favoritos5Desejados217Avaliaram68

    O que o leitor tem nas mãos é um tratado de patifaria intelectual. Mas não para uso dos patifes, e sim de suas possíveis vítimas. Trata-se de um receituário de precauções contra a argumentação desonesta, aquele tipo de polêmica interesseira onde o que importa não é provar, mas vencer. Ensina a reconhecer e a desmontar as artimanhas do debatedor capcioso — o sujeitinho que, nada tendo a objetar seriamente às razões do adversário, procura apenas desmoralizá-lo ou confundir a platéia para fazer com que o verdadeiro pareça falso e o falso verdadeiro. Na maior parte dos casos, um homem tanto mais gesticula e dramatiza em defesa de suas opiniões quanto menos está seguro delas por dentro, por não as haver examinado bem. Tradução da “dialética erística” de Schopenhauer: Daniela Caldas e Olavo de Carvalho. Introdução, notas e comentários: Olavo de Carvalho.

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    Resenhas (16)Ver mais
    Ariel Garcia  picture
    Ariel Garcia 24/05/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Complexo porém necessário

    Em muitos debates, o objetivo não é vencer com argumentos verídicos, porém com base na detração do oponente com que se trava o diálogo. Cabe-nos saber as técnicas usadas para que essa fraude não ganhe palco. Tal livro é um início ao assunto, que por Shopenhauer foi descrito como erística, e pode ser aprofundado pela leitura de Aristóteles em seus tratados sobre dialética e lógica, que, no caso, é beber na fonte.

    8 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 68
    • 5 estrelas19%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas3%
    Arthur Schopenhauer profile picture

    Arthur Schopenhauer

    Pessimista em sua visão do mundo, considerou ser a Vontade a última e mais fundamental força da natureza, que se manifesta em cada ser no sentido da sua total realização e sobrevivência. O conceito de Vontade deste filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza. Para Schopenhauer, a realidade é vontade irracional, onde o finito nada mais é que mera aparência da realidade. A vontade infinita, traz com ela a característica da insaciabilidade, sendo então algo conflituoso que geraria dor e sofrimento ao homem. Foi seminarista até os 14 anos. Iniciou estudos de medicina na universidade de Gottingen, mudando depois para filosofia, na universidade de Berlim. Sua tese Vierfach Wutzel der Zats uber zurechern Grund ( "Sobre a quádrupla raiz do princípio da razão suficiente") foi escrita em 1813. O difícil convívio com sua mãe com certeza marcou sua personalidade mas ela lhe permitiu conhecer intelectuais como Goethe (1749-1832), que freqüentavam sua casa em Weimar, centro da vida cultural alemã em sua época. Com a herança recebida do pai pôde viver sua vida de solteiro com relativo conforto e inteiramente entregue ao seu trabalho intelectual. Seu principal livro, Die Welt als Wille and Vorstellung ou "O Mundo como vontade e representação" (1819), embora o seu livro Parerga e Paraliponema (1851) seja o mais conhecido.

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    Arthur Schopenhauer