Bem antes dessas leis serem consolidadas em 1989, o país teve diversos representantes do povo, que marcaram por suas ações acertadas e decisões equivocadas. Nesse sentido, até hoje, há quem diga que Getúlio Vargas foi um grande articulador em seu início de carreira política, mas que, após muitos anos, se perdeu no desejo de poder e teve um fim trágico.
Alberto Matos é um advogado formado que entrou para a polícia, e agora trabalha de comissário. A sua integridade é sempre colocada em xeque, em um ambiente em que a corrupção chegou em seu departamento, e Matos, com seu aversão em detrimento ao comportamento dos colegas, não se corrompe e joga limpo.
Sendo real ou sendo fictício, o autor promove ao leitor uma reflexão sobre como o ser humano deve se portar perante os conceitos da nossa legislação. Exercer nosso direito democrático de escolher um representante do povo também deve passar pelo crivo da interpretação literária, que tem uma função importante na sociedade: que a real política, sendo fictícia ou não, deve ser denunciada.
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