Uma irreverente crítica à burguesia do século XX e também a verossimilhança da inverossímil ideia de ascensão das camadas mais desfavorecidas das classes sociais, que mesmo sem o devido pertencimento, criam a introjeção comportamental de uma irrealidade.
Mesmo trazendo a questão da cleptomania como base introdutória, será através do humor ácido e olhar pungente que o autor conduzirá as treze prosas contidas nesta obra-prima da literatura húngara, mostrando a versatilidade, criatividade, densidade e filosofia do leste europeu.
Referente aos contos, todos vão trazer a participação do icônico personagem, Kornél Esti, que, para alguns críticos, seria um alter-ego do autor Denzö Kosztolányi, mas, na verdade, é certamente um trabalho belíssimo de criação do autor.
Entre as histórias, teremos: o roubo de histórias, roubo inverso, uma dissertação sobre o comportamento, a miséria e suas texturas, até sobre o fim do mundo e seus aspectos morais. Tudo isso repleto de imaginação, sagacidade, inverossimilhança e muito humor.