Promessas em vão, é aquele romance curtinho que adoramos ler nas tardes de domingo.
O livro conta a história de Lady Eleanor e o desejado milionário Joss Wycliffe. Ela uma dama de renome da sociedade e ele um milionário de origem humilde e pobre que enriqueceu com seu trabalho duro. O avô de Eleanor morreu, deixando um título e muitas dívidas. Então Joss a oferece (na verdade a deixa sem saída de uma maneira um tanto rude e desesperada, típica de um pragmático homem de negócios) um casamento em troca de seu nome, já que ele não pertencia a sociedade, usando como chantagem o fato dele ter ficado encarregado de cuidar das coisas e a ambição da meia irmã de Eleanor, que acha que ela esconde uma extensa fortuna do avô e quer sua parte de direito e até mais de Joss que é o tutor das duas. Até aí a proposta foi muito clichê, casamento arranjado e tal...
O que diferencia esse livro dos outros é como se desenvolve a trama, que gira em torno do fato dos protagonistas terem uma baixa autoestima. Muitos desencontros e conflitos são por parte de Eleanor se achar sem graça para o cobiçado Joss e ele achar que jamais estará a altura dela por sua origem. Essa insegurança devida a tanto amor guardado por anos em segredo causa vários conflitos necessários para o desenvolvimento.
Eleanor morre por dentro por achar que Joss não a ama e ele morre por dentro pela frieza dela, que tenta com todas as forças esconder o que sente. Ainda no meio disso coloquem uma meia irmã invejosa e fútil e uma secretaria que quase me causou um enfarte de tanta raiva, as duas tentando atrapalhar o casamento.
Contudo há duas coisas o que me desagradaram e fizeram com que eu tirasse uma nota do livro. Uma foi o fato de Eleanor nunca perceber que sua irmã (que nem é irmã de verdade, mas sim filha de sua madastra) não olha para nada além do próprio umbigo e que muitas vezes a desmereceu abertamente. E saiu como se não tivesse feito nada. Esse papel de mocinha cega com o obvio é um pouco irritante. Eleanor a chamado para ser madrinha ainda foi difícil de engolir tamanha cegueira.
A outra coisa foi a primeira noite de amor dos dois. Joss forçou a situação, o que matou toda a expectativa romântica. Depois a autora tentou amenizar, mas não tinha um motivo tão forte para ele não esperar o tempo dela, a não ser os anos de desejo (que na minha opinião não é razão suficiente). Foi quase, quaaaase um estupro, o que deixou um gostinho amargo na boca de quebra de expectativas. Esperava grandes confissões de amor.
Graças a Deus essa parte desnecessária é compensada por um final muito bonito, de sacrifício, confissões e companheirismo. Recomendo a todos que gostam de romance para passar uma raiva e de casamento por conveniência.
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