Em "Viajando com o cérebro de Einstein", você acompanhará a bizarra odisséia do cérebro de Einstein, que começou em 1955, quando o patologista Thomas Harvey foi encarregado de dissecar o corpo do cientista e aproveitou a oportunidade para cortar e estudar seu cérebro, acreditando que ali estava guardado o mistério da genialidade. Numa linguagem leve e cativante, o livro revela todos os detalhes desta estranha aventura, investiga os segredos familiares de Einstein e registra os avanços na pesquisa sobre o cérebro ao longo das últimas cinco décadas.
Viajando com o cérebro de Einstein - Uma investigação sobre o bizarro percurso do cérebro e a tentativa de uma explicação neurocientífica para a sua genialidade
Carolyn Abraham
Einstein e a pequenez da revisão da Relume Dumará
Em "Viajando pelo cérebro de Einstein", a jornalista canadense Carolyn Abraham mergulha na massa encefálica do gênio da teoria da relatividade para contar as curiosas e interessantes histórias que o famoso órgão dividiu com cientistas renomados, ao longo de 40 anos de estudos por uma prova anatômica da inteligência. É uma pena que um trabalho tão rico tenha uma revisão tão pobre quanto a que a Editora Relume Dumará destinou ao livro. Isso me incomodou tanto que a partir da página 135, comecei a anotar alguns dos tantos erros. Vejamos: Pág 135: No meio do primeiro parágrafo aparece um "mais menos" constrangedor: "Mas sua popularidade era mais menos instável que as bainhas das saias." Pág. 136: A palavra "genialidade" está grafada com um acento circunflexo ("gênialidade"); e, no segundo parágrafo, esquecem de abrir aspas para a fala de Harvey em "Veja bem, desde que fiz a autópsia..." Pág. 140: No início do primeiro parágrafo, substantivo feminino ganha pronome masculino: "Mas depois daquele noite..." Pág. 142: A conjugação verbal "chefiando" vira "cefiando". Pág. 143: No início da página, o substantivo "pergunta" vira verbo: "... Harvey mudava de assunto ou deixava a perguntar morrer..." Pág. 144: Abrem aspas erroneamente em "O contrato foi questionado..."; o texto é da autora e não de um dos entrevistados. Pág. 146: Grafia incorreta do verbo "passar" (falta o "r") em "... um lugar onde grandes mentes científicas pudessem passa infindáveis horas..." Pág. 153: Ao final da transcrição de uma carta, falta (possivlemente) a palavra "senhor" antes de "pediu": "Ela ficará muito satisfeita de saber que o pediu que transmitisse..." Pág.154: Quase no finalzinho da página, acho que uma indecisão na tradução causou o equívoco e o revisor deixou passar; poderia ser "depois do" ou "após o", mas não "após do" como ficou: "... quatro dias após do vigésimo sétimo aniversário..." Pág. 158: O verbo "adivinhar" virou "advinhar": "Jerry, advinhe o que eu tenho..." Pág. 173: Erro de tempo verbal; deixaram "tinham" ao invés de "tenham": "Com todos esses problemas, não surpreende que eles tinham publicado o trabalho em uma publicação...". Pra não falar da pobreza de "publicado... em uma publicação"! Pág. 206: Falta o pronome relativo "que", depois de "coisa" numa frase da penúltima linha da página: "A única coisa ele sabia era..." Pág. 208: Olha a falta de atenção na repetição de "um da", bem no início da página: "...que os cientistas um dia poderiam um dia conseguir..." Pág. 220: Erro de gênero, bem no início da página: "Se o córtex mais fino de Einstein tinha a mesmo número de neurônios..." Pág. 227: Um dos inúmeros exemplos do emprego da expressão "havia muito", que soa sempre muita estranha. Não seria melhor usar "Há tempos, ele tinha perdido a disposição..." ao invés de "Ele havia muito tinha perdido a disposição..."? Pág. 250: Além da repetição de "pudesse" na mesma oração, na segunda linha da página ainda há um erro de tempo verbal ("morressem" é o correto):"Em parte, ela temia que pudesse ser visto como algo macabro isso de esperar que as pessoas morrerem para que pudesse coletar os seus cérebros." Pág 252: No início da página, a frase não diz respeito a um feto específico - como determina o emprego errado do artigo "o" depois de "todo"; a idéia é de generalização (qualquer feto, todo feto): "Como se acredita que todo o feto começa feminino...". Pág. 255: Colocação de vírgula em lugar errado, no início do penúltimo parágrafo; o correto é "Naquele primeiro dia, Witelson mergulhou..." e não "Naquele primeiro, dia Witelson...". Pág. 268: Células-tronco viraram "células-troco" em frase quase no meio da página. Pág. 269: Concordância verbal equivocada("Era" ao invés de "Eram"), no finalzinho do segundo parágrafo: "Era quase três da tarde". Pág. 276: No início do terceiro paráfrago, esqueceram da conjunção "que" depois de "suponho": "Sobre por que o Lancet publicou, suponho pelo mesmo motivo..." Isso foi um pouco do que anotei. Não parece absurdo que esse livro tenha passado por uma revisão?
Estatísticas
Avaliações
3.1 / 18- 5 estrelas6%
- 4 estrelas28%
- 3 estrelas44%
- 2 estrelas22%
- 1 estrelas0%
