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    Ritos de Sangue - Um estudo sobre as origens da guerra

    Barbara Ehrenreich

    Record
    2000
    292 páginas
    9h 44m
    ISBN-11: 8501052485_
    Português Brasileiro
    3.5
    26 avaliações
    Leram37Lendo5Querem37Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos1Desejados37Avaliaram26

    O que é a guerra e porque ela tem sido uma constante em todas as sociedades? De acordo com algumas teorias, a guerra seria, alternadamente, uma forma mais radical de política (como preferia Clausewitz), fruto do imperialismo ou da cobiça, expressão de uma característica humana conhecida como agressividade masculina ou, simplesmente, racionalização de um instinto ancestral de animais predadores. Esta última explicação é o ponto de partida de Barbara Ehrenreich na busca de uma teoria abrangente da guerra. Mas ela vira a tese pelo avesso, mostrando que se o homem é hoje um predador, ele foi, durante longo tempo, não caçador, mas caça. E o fervor quase religioso presente em todos aqueles envolvidos em um conflito ou que vivem em função dessa possibilidade, a sacralização da guerra, é a atitude de uma criatura que apenas há pouco tempo perdeu o medo dos ruídos que ouvia a noite. Ehrenreich destaca a singularidade do processo de transformação do homem de presa em predador, mas afirma que esse passo adiante na cadeia alimentar não eliminou a memória do terror. Um medo que era sublimado através de ritos de sangue, sacrifícios humanos a deuses carnívoros, recriando o papel da presa que, capturada pelo animal superior, incontrolável, permita, ao menos naquele instante, a sobrevivência do restante do grupo. Cruzandos dados antropológicos, biológicos, psicológicos e sociais, Ritos de Sangue apresenta a guerra como herdeira desses sacrifícios religiosos. É no trauma de ser presa que reside a tendência humana a sacralizar a violência, "no terror provocado pela besta assassina, associado à coragem e ao altruísmo imprescindíveis para a defesa do grupo". O ritos religiosos de ontem são os ritos sociais e políticos de hoje, com uma substancial mudança na escala dos sacrifícios.

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    Débora Antunes picture
    Débora Antunes03/03/2010Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Falta conteúdo

    A autora até tenta falar sobre o que se propõe: guerra. No entanto, consegue misturar tantos assuntos que acaba por não argumentar direito sobre nenhum, o que te faz pensar que ela tira algumas conclusões bastante precipitadas, isso quando não fala, fala, fala e acaba caindo no senso comum. O livro parece mais um tratado sobre religião do que sobre guerra, o que gera uma grande decepção. Tive de ter uma grande paciência para chegar ao final deste livro,esperando que ao menos as considerações finais fossem relevantes. As únicas coisas que valeram a pena são algumas curiosidades históricas citadas no decorrer da argumentação.

    2 curtidas

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    Avaliações

    3.5 / 26
    • 5 estrelas23%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas12%
    Barbara Ehrenreich profile picture

    Barbara Ehrenreich

    Barbara Ehrenreich é uma proeminente escritora norte-americana. Além de como escritora, Barbara destaca-se também como colunista, feminista, socialista e ativista política. Ehrenreich nasceu Barbara Alexander, filha de Isabelle Oxley e Ben Alexander. O seu pai foi um mineiro de cobre que conseguiu estudade na Universidade Carengie Mellon e que acabou por se tornar executivo da Gillette. Ehrenreich estudou física no Reed College, terminando em 1963. Em 1986 doutorou-se em biologia celular na Universidade Rockefeller. Seguindo o seu interesse na mudança social, Ehrenreich optou pelo ativismo político em vez de seguir uma carreira cientifica. Conheceu o seu primeiro marido, John Ehrenreich, durante uma campanha anti-guerra em Nova Iorque. Em 1970 nasceu a sua primeira filha, Rosa. O seu segundo filho, Benjamin, nasceu em 1972. Barbara divorciou-se em 1963 casou com Gary Stevenson, um empregado de armazém que se tornou num líder sindical. Divorciou-se deste no início dos anos 90. De 1991 a 1997, Ehrenreich foi uma colunista regular da revista TIME. Actualmente conteibui reguarmente para o The Progressive. Ehrenreich escreveu também para o New York Times, o Mother Jones, o Atlantic Monthly, Ms, New Republic, Z Magazine, In These Times, Salon.com e outras publicações. Em 1998 e 2000 ensinou escrita de ensaios na escola de jornalismo da Universidade da California em Berkeley. Em 2004, Ehrenreich escreveu durante um mês uma coluna como convidada no New York Times enquanto o colunista regular, Thomas Friedman, estava de licença e foi convidada a ficar como colunista. Recusou, dizendo que preferia ocupar o seu tempo em atividades de longo prazo, tal como a escrita de livros. Foi-lhe diagnosticado câncer da mama pouco depois do lançamento do seu livro Salário de Pobreza: Como (não) sobreviver na América. No seu artigo "Bem-vindo à terra do câncer", publicado na edição de Novembro da Harper's Magazine, descreve a sua experiência com a doença e debate os problemas da indústria médica com a questão do câncer da mama. Em 2006, Ehrenreich fundou a United Professional, uma organização em cujo website se descreve como "uma organização sem fins lucrativos e sem afiliações de membros de trabalhadores dos serviços, não importa a profissão ou a situação profissional. Dirigimo-nos a todos os trabalhadores desempregados, sub-empregados e ansiosamente empregados - pessoas que acreditaram que o sonho americano de que educação e esforço podem levar a uma vida segura de classe média, mas que encontram as suas vidas descoordenadas por razões fora do seu controlo." Atualmente, Ehrenreich é uma líder honorária dos Socialistas Democráticos da América. Faz também parte dos quadros diretores da NORML.

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    Barbara Ehrenreich