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    Aventuras na História Nº 198 (Novembro de 2019) - 30 anos da queda do Muro de Berlim

    não informado

    Caras
    2019
    60 páginas
    2h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    2 avaliações
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    - 30 anos da queda do Muro de Berlim - Consciência Negra - Quem foi Zumbi dos Palmares - 500 anos da chegada de Hernán Cortés ao Império Asteca - O amor desde a pré-história até os dias de hoje E muito mais!

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    R .21/11/2019Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Novembro de 2019

    - Quem foi o Conde Drácula? Entre os aspectos de destaque, a origem do nome de Drácula. A história remete à Ordem dos Cavaleiros do Dragão, teoricamente formada por guerreiros cristãos na região da Romênia. O pai de Drácula, Vlad I, fez parte da ordem e adotou a alcunha de Dragão. Vlad II deu origem ao legado como "Filho do Dragão", Drácula, o significado do nome. Sua fama se tornou lendária como empalador, numa artimanha de causar medo aos inimigos turcos, mesmo assim em certo momento foi derrotado e decapitado. A maior parte de sua vida foi na Valáquia e não na Transilvânia (onde nasceu e se refugiou dos cercos inimigos ocasionalmente). Na Romênia é figura heroica, pelas lutas contra os invasores turcos. Faces de Drácula descritas na reportagem... - Amar é... A abordagem passou por certos momentos históricos, destacando o amor associado ao machismo possessivo na Pré-História, admiração na Antiguidade, castidade na Idade Média e liberalismo na atualidade. Sobre o último aspecto, o que chamam de liberalidade esta é se tornando uma supervalorização da prostituição, que não tem nada de amor, só entrega aos desejos, sem medidas e sem pudor, de maneira cada vez mais crescente e infame. É a sociedade Sodoma e Gomorra. Não sou ninguém pra ficar dizendo o que é correto, mas se citaram a Bíblia, poderiam ao menos se certificar sobre o que de fato diz. Qualquer um que enveredar nessa leitura vai perceber que a reportagem está cheia de equívocos e inverdades sobre o texto bíblico, exaltando visão clichê alienada. Nada a ver falarem de maçã e correlacionarem o fruto proibido ao sexo. - A saga para Tenochtitlán Sobre a derrocada dos Astecas ante o exército de Cortez. Um breve histórico da situação foi apresentado. Destaque para as manobras que levaram os desafetos de Montezuma II (soberano asteca) em lutar a favor dos espanhóis. Segundo a reportagem, a mobilização 'pareceu mais guerra civil do que invasão estrangeira', pois os espanhóis correspondiam a apenas 5% do exército formado para derrotar os astecas. Tudo manobra política ladina de justificativas... até na frase citada, para minimizar condutas no passado... Outro aspecto das manobras foi a inferiorizarão da violência nos relatos aos 'povos civilizados', atribuindo a barbárie para os nativos, relegados a 'pagãos merecedores de toda brutalidade em favor da cristianização' (leia-se interesses escusos dos invasores). As pirâmide astecas, nas descrições, foram chamadas de mesquitas... - Zumbi, o grito forte de Palmares A melhor reportagem em minha leitura. Muita coisa sobre Zumbi é assentada em conjecturas, sem deixar de reconhecer suas lutas heroicas em Palmares. A reportagem procura traçar um perfil do famoso líder e também do quilombo. Sobre Zumbi, o principal aspecto referenciado é que não morreu em lendário suicídio, sendo capturado e decapitado após história de traição de um tal Soares, sendo sua cabeça levada para Recife, onde teria apodrecido em praça pública. Sobre o quilombo, em razão de poucas mulheres, houve situação de poligamia e poliandria, com enlaces também com mulheres indígenas. Curiosa também a referência ao Dia da Consciência Negra, que num mal planejamento de autoridades regionais, levou à destruição de boa parte do sítio arqueológico onde teria se localizado Palmares. É que o povo fazia homenagens na região, até que em certo momento (anos 80 e 90) autoridades terraplanaram a região para melhor receptividade aos visitantes. - A reportagem de capa foi muito burocrática na história do famoso muro, não causando nenhuma empolgação na leitura. Pelo menos na minha... Poderiam valorizar mais os relatos informais, certamente mais interessantes...

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