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    Orgulho e Preconceito (Clássicos de Ouro) -

    Jane Austen

    José Olympio
    2019
    420 páginas
    14h 0m
    ISBN-13: 9788503013734
    Português Brasileiro
    4.4
    2070 avaliações
    Leram2727Lendo558Querem1387Relendo19Abandonos238Resenhas418
    Favoritos426Desejados1387Avaliaram2070

    A história de um amor improvável em uma época em que sentimentos poderiam não ser suficientes. Quando Elizabeth Bennet conhece o cobiçado Fitzwilliam Darcy, não hesita em julgá-lo arrogante e presunçoso, afinal ele parece desprezar sua companhia, assim como a de todo mundo, demonstrando um temperamento rude e orgulhoso, impossível de agradar. Após descobrir o envolvimento do detestável cavalheiro nos eventos que separaram sua querida irmã, Jane, do jovem Bingley, Elizabeth está determinada a odiá-lo ainda mais. Uma surpreendente reviravolta, porém, poderá provar que as primeiras impressões nem sempre são incontestáveis. A escrita irônica e inteligente de Jane Austen perpetua-se pelos séculos, encantando geração após geração, e coroando-a uma das autoras mais lidas, admiradas e amadas de todos os tempos.

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    Laryssa Oliveira de Paula picture
    Laryssa Oliveira de Paula01/01/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma nova perspectiva

    A nova perspectiva que quero trazer começa na clássica esnobada que nossa heroína do romance - Elizabeth - bonita, eloquente, carismática e perspicaz, leva do Sr. Darcy - um nobre ricaço que acaba de chegar a cidade e fica de pé, impassível e quieto enquanto todos dançam no baile. Então o Sr. Bingley seu amigo expansivo, carismático e festeiro, tenta convence-lo a dançar. Porém Sr. Darcy, além de ofender a aparencia e classe social de Elizabeth se coloca em um estado de superioridade e antipatia - e detalhe: ela ouve todo o diálogo. Elizabeth teve que ouvir que era toleravel, e que o Sr. Darcy não iria dar atenção a quem estava sentada e já havia levado fora de todos os homens, que seria um castigo dançar com qualquer mulher naquele baile, que ele detestava dançar, ainda mais com um bando de pobres. Porém, arrisco a fazer uma leve defesa ao Sr. Darcy, isso mesmo, uma defesa. Primeiramente, Sr. Darcy era um nobre extremamente rico, tinha sangue azul como ninguém mais naquele baile. Quando ele chega ao baile, o que acontece? Surge a realidade social mais comum ao populacho - a fofoca descarada. Todos falam do Sr. Darcy, de sua aparencia, altura e modos, há até uma fofoca sobre exatamente o quanto ele ganha. E em segundo lugar, quando o Sr. Bingley tenta convence-lo a dançar, a primeira coisa que faz é insultá-lo, daí já não é de se esperar uma resposta favorável. O título original de orgulho e preconceito é "Primeiras Impressões'. Ao longo de toda a história vemos alguns personagens quebrando a cara com suas primeiras impressões. Um sujeito que parecia um nobre é um canalha; um marido que se casa na juventude pela beleza de sua mulher e depois não a suporta mais. Porém as primeiras impressões não se restringem somente aos personagens, nós, leitores, também temos nossas primeiras impressões. Quando lemos as frases do Sr. Darcy já estamos fazendo parte da fofocaiada do baile, somos igualmente expectadores que não sabemos nada sobre o sujeito, "ouvimos" o que estão dizendo por ai e estamos formando nossa primeira impressão. Lendo as frases rapidamente só pescamos as partes mais escandalosas e logo concordamos com a opinião geral: o cara é um nojento. Se prestarmos atenção ao diálogo completo, entenderemos que Sr. Darcy detesta dançar com qualquer pessoa, abomina dançar com pessoas que não conhece muito bem. E ali ele não conhecia ninguém, além de ser extremamente orgulhoso. O Sr. Darcy é tão orgulhoso quanto incapaz de lidar com pessoas desconhecidas, um misto de arrogancia e desajuste social. Um sujeito rico, bonito, inteligente que despreza quem está socialmente abaixo, mas igualmente um banana. Porém ninguém percebia esta parte dele. Quando o Sr. Darcy diz que Elizabeth é tolerável, está sendo orgulhoso e tentando se defender de uma situação que seria horrível. Além de que, por Sr. Darcy ser um nobre, chamar uma mulher especifica para dançar iria causar uma fofoca ainda maior. Além da frase de sua frase ser arrogante, havia um pouco de verdade, Darcy não podia arriscar chamar uma mulher pra dançar e causar um grande escandalo. Sr. Darcy é um misto de orgulho, falta de traquejo social e comentários "justos" sobre a reação da sociedade e suas ações. E essas características são magistralmente exploradas ao longo do livro, sem que tenha de forçar a barra, eles só mudam... interagindo. Os personagens são assustadoramente consistentes. Mais tarde, Elizabeth, de um modo inusitado vai ajudar o Sr. Darcy a mudar e arrumar suas tres características. E o Sr. Darcy, por sua vez, vai ajudar a Elizabeth vai descobrir que também tinha muito orgulho escondido. O livro é magistral porque, nele, o amor vem depois de uma revolução moral nos personagens. Descobrindo-se a si mesmos, descobrem o outro. Um larga mão do orgulho (que o levava a ter preconceito); ela abre mão dos preconceitos (porque de descobre orgulhosa). Enfim, o amor não é uma paixão cega, é uma decisão racional e alimentada por admiração moral. O próprio leitor participa das transformações e ve um pouco de si em cada personagem, descobrindo seus próprios orgulhos e preconceitos.

    141 curtidas

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    Jane Austen

    Romancista britânica nascida em Steventon, Hampshire, Inglaterra, cuja obra literária deu ao romance inglês o primeiro impulso para a modernidade, ao tratar do cotidiano de pessoas comuns com aguda percepção psicológica e um estilo de uma ironia sutil, dissimulada pela leveza da narrativa. Filha de um pastor anglicano, toda a sua vida transcorreu no seio de um pequeno grupo social, formado pela aristocracia rural inglesa. Aos 17 anos, escreveu seu primeiro romance, Lady Susan, uma paródia do estilo sentimental de Samuel Richardson. Seu segundo livro, Pride and Prejudice (1797), tornou-se sua obra mais conhecida, embora, inicialmente, tenha sido malvisto pelos editores, o que levou por algum tempo ser descriminada no meio editorial. Depois conseguiu publicar o romance Sense and Sensibility (1811), cujo sucesso levou à publicação, ainda que sob pseudônimo, de obras anteriormente recusadas. Vieram ainda outros grandes sucessos como Mansfield Park (1814) e Emma (1816) em um estilo menos ágil e humorístico, porém ganhando em serenidade e sabedoria, sem perda de sua típica ironia. Morreu em Winchester, um ano antes de serem publicadas as obras Persuasion e Northanger Abbey, uma deliciosa sátira, escrita na juventude, ao gênero truculento da novela gótica. Seu poder de observação do cotidiano forneceu-lhe material suficiente para dar vida aos personagens de suas obras, e a crítica considerou-a a primeira romancista moderna da literatura inglesa.

    152 Livros
    7.9 Seguidores
    Hampshire, Inglaterra

    Jane Austen