O lótus e a cruz - hinduísmo e cristianismo

    Raimundo Cintra

    Paulinas
    1981
    220 páginas
    7h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    O autor não pretende estabelecer - como à primeira vista o título poderia sugerir - um paralelo ou confronto entre duas religiões, dois sistemas de vida, duas filosofias, duas místicas etc. O objetivo do trabalho é apresentar aos leitores brasileiros uma pequena introdução, mais acessível ao estudo do Hinduísmo, oferecendo algumas informações históricas e algumas reflexões mais aprofundadas sobre a doutrina dos grandes livros de filosofia espiritualista hindus. A penetração cada vez maior em nossos meios das doutrinas e técnicas de espiritualidade do Extremo Oriente, bem como a aceitação sempre mais crescente que elas encontram em todos os ambientes, particularmente entre os jovens exigem maior interesse e atenção por parte dos estudiosos dos comportamentos religiosos em nossa sociedade. E aqui está um ensaio de compreensão e discernimento.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Gabriel Limeira picture
    Gabriel Limeira01/03/2026Resenhou um livro

    Poupando-me de tecer maiores comentários a respeito de um livro excelente do frei dominicano Raimundo Cintra, escrito no melhor espírito do Vaticano II, deixo apenas duas citações abaixo, feitas pelo frei dentro da obra: O sacerdote romanista Raimon Panikkar dizia: “Já se afirmou que quem só conhece uma religião não conhece perfeitamente nenhuma. O hinduísmo oferece à igreja católica um ponto de encontro para um aprofundamento católico do cristianismo. Há uma noção particularmente viva de catolicidade ou universalidade no hinduísmo. Viveu-se muito tempo o catolicismo como uma religião superior ou rival das outras, ao invés de considerá-la e vivê-la como o pleno desenvolvimento, a conversão e a plenitude de toda religião. O encontro do hinduísmo pode ajudar a fé cristã a tomar uma consciência mais profunda e verdadeira de sua própria natureza”. (p. 181). Nessa mesma esteira, o Padre J. H. Walgrave, citando W. Cantwell Smith: “É necessário não se limitar a nosso mundo ocidental judeu-cristão. Doravante, toda investigação séria da fé cristã deve, se quiser ser eficaz, comportar uma pesquisa sobre as outras religiões. Isto vale principalmente quando se abordam questões tão essenciais como a revelação e a salvação. A história comparada das religiões tornou-se instrumento indispensável para a reflexão teológica ampla e fecunda. Na situação atual, acha-se interdita, não só no nível cristão, mas também no nível cultural, toda separação em compartimentos estanques a respeito da religião. Não se deve esbater ou esfumar as diferenças, nem minimizar as oposições. Mas se acreditamos que o homem é um ser para Deus e que a graça de Deus se revelou em Cristo com uma amplitude universal, devemos igualmente crer que todas as religiões são animadas por um mesmo dinamismo profundo e que a graça divina opera em cada uma delas. É de extrema importância que, sem tomar antecipadamente uma posição de suficiência ou de dominação, procuremos juntos qual é a inspiração ou mola interna que move a alma nas múltiplas formas de religiosidade”. (p. 171).

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    5 / 1
    • 5 estrelas100%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%