Lúcia tem quatorze anos, após ir ao médico é descoberto algo que fará com que mude tudo em sua família.
O livro é narrado em terceira pessoa e acompanhamos, basicamente, a família de Lúcia. A linguagem é simples e oscila entre momentos mais densos e mais fluídos.
Esse é o segundo livro que leio do autor e fica claro o estilo de narrativa, assim como também a peculiaridade dos personagens e temas que são tratados.
Com certeza há absurdos, principalmente analisando os fatos e atitudes que ocorrem durante o livro com a visão dos dias atuais, mas que são parte do contexto histórico, além, é claro, da função de causar impacto e falar sobre os assuntos, a estrutura familiar, a hipocrisia, etc.
As peculiaridades vão além da história em si, já que há trocas de nomes dos personagens no meio do livro, que foi lançado originalmente no formato de folhetim, e isso causa uma certa graça. Essa edição da Harper Collins indica os momentos que ocorrem essas trocas.
Quanto à história, a narrativa busca introduzir o mistério, além de mostrar a face humana de sua pior forma na busca de interesses próprios e brinca com os aspectos familiares, conservadorismo e de relacionamento entre os personagens.