"Os judeus deviam ser reunidos sob um único teto, como numa estrebaria, igual aos ciganos, para que saibam que não são donos da terra, mas prisioneiros" (cf. p. 22)
"Que se dêem enxadas, machados e pás aos jovens judeus, para que ganhem o pão com o suor do seu rosto [...] porque não é justo que deixem os golym (pagãos) desgraçados trabalhar e suar, enquanto eles, preguiçosamente e em casa, a se refastelar com comida que não produziram. Devíamos arrancar esta preguiça deles" (cf. p. 24)
"Devemos tirar-lhe todos os objetos de valor e o ouro, e guardá-los nós, pois foi de nós que tiraram tudo" (cf. p. 22)
"Eles sempre foram e ainda são nossa desgraça, nossa praga pestilenta" (cf. p. 25)
"Será, pois, para nós cristãos, tarefa muito séria de tudo fazer para livrar-nos, com nossas almas, desta peste que são os judeus, para salvar-nos do Satanás e da morte eterna?" (cf. p. 27)
"Até hoje não sabemos como os judeus vieram parar em nossas terras. Certamente não fomos buscá-los em Jerusalém e ninguém os prende aqui. As estradas são livres, que voltem para lá, se quiserem. Ainda lhes daríamos presentes para livrar-nos deles, porque para nós são um peso, uma praga e uma desgraça" (cf. p. 19)
"Nós somos os culpados por não termos vingado o sangue inocente de Cristo e o de tantos cristãos mortos nos primeiros três séculos de cristianismo, das crianças sacrificadas. Em vez de matá-los, os deixamos impunes [...] dando-lhes espaço entre nós" (cf. p. 21)
Em todo o momento, Lutero se refere aos judeus como sendo "filhos do demônio", "filhos do inferno". Diz ainda que todo judeu é possuído por demônio e sugere ao povo alemão tratá-los como se fossem o próprio Diabo.
Sempre ouvi teses de que Lutero sofria de alguma doença mental e psiquiátrica. No entanto, nunca levei a sério porque seria muito conveniente afirmar isso, para desmoralizar Lutero e seus feitos. Mas ao ler esse livro, fica claro que ou ele realmente possuía distúrbios psiquiátricos (um sinal disso é ele dizer e se contradiz a todo instante), ou ele era simplesmente abjeto e um ser humano deplorável.
Depois de ler essa carta de Lutero, não tem como dizer que ele foi "mau compreendido" ou que suas afirmações foram "tiradas de contexto". Fica claro o antissemitismo nessa obra, que mais tarde seria levado adiante por Hitler, que nada mais fez que atender todos os desejos de Lutero quanto ao que fazer com ou como tratar o povo judeu.