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    Um longo sonho do futuro (Revisões #5) - Diários, cartas, entrevistas e confissões dispersas

    Lima Barreto

    Graphia Editorial
    1993
    406 páginas
    13h 32m
    ISBN-14: 978-8585277253
    Português Brasileiro
    4.5
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    Uma reunião dos escritos pessoais do autor de O Triste Fim de Policarpo Quaresma que realça suas posições polêmicas e ainda atuais sobre a vida, a literatura e as iniquidades sociais no Brasil As confissões de Lima Barreto, um desconcertante retrato da vida brasileira, em nova edição, revista. Aplaudido pela crítica, o volume reúne os textos autobiográficos do grande romancista, desde o Diário Íntimo e o Diário do Hospício até cartas, entrevistas e artigos dispersos de inquietante e corajosa sinceridade.

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    Elenilson Nascimento06/03/2010Resenhou um livro
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    UM LONGO SONHO DE FUTURO

    "Lima deveria ter sido um dos autores mais lidos da literatura nacional e leitura obrigatória nas listinhas indigestas dos vestibulares da vida, em vez disso, acadêmicos e professores universitários babões teimam em ignorar a excelência da sua obra..." Por Elenilson Nascimento Sempre tive os meus problemas pessoais com o Lima Barreto. Sempre o achei um metido a coitadinho que se dizia admoestado pelo sistema (“Ainda e sempre: sem dinheiro”) – culpa das minhas fracas aulas de literatura nos tempos de colégio e, posteriormente, no curso de Letras na UCSAL. Depois de muito tempo e após muitas leituras, descobri que tenho muito mais em comum com o autor de “O Triste Fim de Policarpo Quaresma” – além dos meus cabelos rebeldes vindos da África. Lima deveria ter sido um dos autores mais lidos da literatura nacional e leitura obrigatória nas listinhas indigestas dos vestibulares da vida, em vez disso, acadêmicos e professores universitários babões teimam em ignorar a excelência da sua obra, pois, mesmo eles não gostando muito, ela sintetiza muito bem as posições polêmicas e ainda atuais sobre a vida, a literatura, as mazelas e iniqüidades sociais do nosso país de faz-de-conta. E, talvez por causa disso, minha opinião com relação a esse escritor carioca que gostava também do Ruy Barbosa tenha mudado completamente. Recentemente fui presenteado com o livro “Um Longo Sonho do Futuro” do Lima e acabei deixando outros da minha lista de prioridades para depois - só para me jogar nos diários, cartas, entrevistas e confissões (muitas vezes nada elegantes) desse problemático-delicioso, num desconcertante retrato da vida brasileira no início do século passado. “Se o crítico tem razões particulares para não gostar do autor, cabe-lhe unicamente o direito de fazer, com a máxima serenidade, sob o ponto de vista literário, a crítica do livro” – disse o Lima numa das suas inúmeras cartas. >>> Clique aqui e leia a resenha completa no COMENDO LIVROS: http://comendolivros.blogspot.com/2010/01/um-longo-sonho-de-futuro.html

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    Afonso Henriques de Lima Barreto

    Afonso Henriques de Lima Barreto (Rio de Janeiro, 13 de maio de 1881 - Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1922), melhor conhecido como Lima Barreto, foi um jornalista e um dos mais importantes escritores libertários brasileiros. Era filho de João Henriques de Lima Barreto (mulato nascido escravo) e de Amália Augusta (filha de escrava agregada da família Pereira Carvalho). O seu pai foi tipógrafo. Aprendeu a profissão no Imperial Instituto Artístico, que imprimia o famoso periódico "A Semana Ilustrada". A sua mãe foi educada com esmero, sendo professora da 1ª a 4ª série. Ela morreu cedo e João Henriques trabalhou muito para sustentar os quatro filhos do casal. João Henriques era monarquista, ligado ao Visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor. Talvez as lembranças saudosistas do fim do período imperial no Brasil, bem como suas remotas lembranças da Abolição da Escravatura na infância tenham vindo a exercer influência sobre a visão crítica de Lima Barreto sobre o regime republicano.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Afonso Henriques de Lima Barreto