Nenhum presidente brasileiro manteve-se mais tempo à frente do poder do que Getúlio Dornelles Vargas. Somados todos os períodos em que esteve no comando do país, foram mais de dezoito anos e meio de governo. Quando se leva em conta a interinidade de José Linhares (1945-46) e a intercalação do mandato de Eurico Gaspar Dutra (1946-51), têm-se praticamente um quarto de século a separar o 3 de novembro de 1930, quando Getúlio chegou ao Palácio do Catete por meio de um movimento civil-militar, e o 24 de agosto de 1954, data do trágico desfecho da chamada Era Vargas. Getúlio Vargas encarnou, como ninguém, as contradições de toda uma época, na qual o desenvolvimento material vertiginoso da sociedade se fazia acompanhar dos piores horrores do autoritarismo. Mas quem foi, afinal, Getúlio Vargas? O ditador implacável contra os opositores ou o benevolente “pai dos pobres”? O líder populista maquiavélico ou o construtor do moderno Estado brasileiro? Em vez de julgamentos sumários e respostas simples para tais questões, melhor compreendê-lo em suas ambivalências e controvérsias, para tentar analisar com equilíbrio o papel histórico que desempenhou, com suas virtudes e vícios, para a formação do Brasil contemporâneo.
Getúlio Vargas e Eurico Dutra (A República Brasileira, 130 Anos #12) - Estado Novo, eleição e suicídio.
Lira Neto
Folha de São Paulo
2019
80 páginas
2h 40m
ISBN-13: 9788581934594
Português Brasileiro
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