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    A Arte de ter Razão - 38 Estratagemas para Vencer um Debate Sem Precisar Ter Razão

    Arthur Schopenhauer

    Montecristo Editora
    2018
    117 páginas
    3h 54m
    ISBN-10: B07FYNSJYN
    Português Brasileiro
    3.5
    34 avaliações
    Leram53Lendo7Querem26Relendo0Abandonos4Resenhas5
    Favoritos0Desejados26Avaliaram34

    “Dialética Erística é a arte de discutir, mais precisamente a arte de discutir de modo a ter razão, isto é, per fas et nefas [por meios lícitos ou ilícitos]” (Arthur Schopenhauer) É esta obra então um manual de patifaria intelectual? Não! O texto desmascara os esquemas da argumentação maliciosa e falsa, sempre em uso. Foi escrito não para uso dos patifes, mas sim para a proteção de suas vítimas. Schopenhauer diz: “Seria uma coisa muito boa se cada estratagema pudesse receber algum nome curto e obviamente apropriado, de modo que quando um homem usasse este ou aquele truque em particular, ele poderia ser imediatamente repreendido por isso.” Antes de tudo é um guia prático. Para estudá-lo sob este aspecto, o leitor deve examinar cada estratagema e buscar no cotidiano (na imprensa, nos discursos de políticos, nos debates de TV, opiniões intelectuais do momento) exemplos de sua aplicação. O manuscrito quase acabado, encontrado sem título na casa de Schopenhauer (1788-1860), foi publicado em 1864 por Julius Frauenstädt com o Título “Eristische Dialektik: Die Kunst, Recht zu behalten”. A obra já foi publicada em português sob vários títulos, tais como “Dialética”, “Dialética Erística”, “A Arte de ter razão” e mais recentemente com “Como vencer um debate sem precisar ter razão – em 38 estratagemas” e “38 Estratégias para vencer qualquer debate”. A concepção de Schopenhauer da dialética é a de uma "lógica das aparências", que se resume, enfim, numa arte de disputar. Nessa percepção, dialética, retórica e sofística são reduzidas a um mesmo conceito e absorvidas na erística. Esta edição bilíngue traz o texto original de Schopenhauer e uma tradução moderna, mais próxima possível do pretendido pelo autor.

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    Amanda Westphal26/06/2025Resenhou um livro
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    Entre a Razão e a Astúcia

    A Arte de Ter Razão foi uma leitura surpreendente. Apesar de parecer densa à primeira vista, me envolveu com fluidez, ironia e até humor. Schopenhauer é direto, até um pouco cínico em algumas passagens, mas esse é justamente o charme da obra: ele escancara estratégias argumentativas que, embora nem sempre éticas, são reais, e muitas vezes usadas nos bastidores das discussões, especialmente no meio jurídico. Como estudante de Direito, percebi que esse livro é mais do que um tratado sobre dialética: é um guia de consulta, que pode (e deve!) ser revisitado em diferentes momentos. Serve para pensar teses, estruturar argumentos e, talvez o mais importante, reconhecer armadilhas argumentativas, para que a gente não caia em discursos maliciosos ou manipuladores. Ele ensina não só a "vencer debates", mas a se proteger deles também. E isso, num mundo tomado por discursos políticos rasos, fake news, influenciadores de opinião e até conteúdos produzidos por inteligência artificial, é mais do que útil, é essencial. Ele nos faz refletir sobre o quanto é fácil ser convencido quando não se está preparado para pensar criticamente. Nem tudo no livro me convenceu e acho que esse também é o papel da filosofia. Mas, no fim das contas, ele me fez rir, refletir, discordar, e sair da leitura mais atenta e fortalecida. É um daqueles livros que não se lê só uma vez. Se consulta. Se carrega.

    6 curtidas

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    3.5 / 34
    • 5 estrelas15%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas38%
    • 2 estrelas18%
    • 1 estrelas0%
    Arthur Schopenhauer profile picture

    Arthur Schopenhauer

    Pessimista em sua visão do mundo, considerou ser a Vontade a última e mais fundamental força da natureza, que se manifesta em cada ser no sentido da sua total realização e sobrevivência. O conceito de Vontade deste filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza. Para Schopenhauer, a realidade é vontade irracional, onde o finito nada mais é que mera aparência da realidade. A vontade infinita, traz com ela a característica da insaciabilidade, sendo então algo conflituoso que geraria dor e sofrimento ao homem. Foi seminarista até os 14 anos. Iniciou estudos de medicina na universidade de Gottingen, mudando depois para filosofia, na universidade de Berlim. Sua tese Vierfach Wutzel der Zats uber zurechern Grund ( "Sobre a quádrupla raiz do princípio da razão suficiente") foi escrita em 1813. O difícil convívio com sua mãe com certeza marcou sua personalidade mas ela lhe permitiu conhecer intelectuais como Goethe (1749-1832), que freqüentavam sua casa em Weimar, centro da vida cultural alemã em sua época. Com a herança recebida do pai pôde viver sua vida de solteiro com relativo conforto e inteiramente entregue ao seu trabalho intelectual. Seu principal livro, Die Welt als Wille and Vorstellung ou "O Mundo como vontade e representação" (1819), embora o seu livro Parerga e Paraliponema (1851) seja o mais conhecido.

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    Arthur Schopenhauer