Ultimamente estou com a rainha das preguiças para fazer resenha, mas vendo que esse livro, sendo tão bom, não tinha nenhuma, resolvi que ele merecia! Espero que gostem e que incentive vocês a lerem.
Vamos lá!
O livro conta a estória de Grace e Noah desde que se conheceram com 6/7 anos de idade e como essa relação evoluiu através de 3 etapas:
Parte 1 - Escola Primária
Parte 2 - Ensino Médio
Final - Recuperando Grace
O início de cada parte mostra quando se conheceram ou se reencontraram após as separações (já na sinopse você descobre que houve duas separações antes do tão esperado 'Felizes para Sempre').
O livro é narrado por Grace, porém no início de cada capítulo tem um pequeno POV de Noah, deixando-nos saber como ele pensa e como se sente. Desde o início percebemos o quão adulto, determinado e sensível ele é. Sobre ele ser adulto, em alguns momentos achei estranho as conversas dele com Grace, pois não pareciam ser crianças de 6/7 anos. Achei que autora tinha 'viajado na maionese', até que os próprios pais de Grace questionam se eles dois são realmente criança. Então digamos que eram diferenciados mesmo.
O casal principal é apaixonante. Na maior parte do livro é aquele casal fácil, que não dificulta o 'meio de campo'. Querem ficar juntos e não negam o que sentem. Fazem de tudo para dar certo. Até que ocorre uma situação, que é o motivo da segunda separação, que ferra tudo. Grace, até então ótima, se perde em meio à culpa e se afasta de Noah por achar que não merecem ser felizes juntos. Não julgo Grace pela forma como se comportou nessa fase, mas foi meio chatinho acompanhar a negação dela. É como se ela não quisesse se livrar da culpa e preferisse ficar sofrendo.
Já Noah é perfeito da primeira à última linha. Não me decepcionou hora nenhuma.
Na Primeira Parte, a autora foca bem na relação dos dois. Na amizade, amor e descoberta deles. E me peguei pensando: será que é pecado achar tão fofo o amor entre dois adolescentes de 13 anos e torcer para que fiquem juntos?
Nossa! Que linda essa dupla, Grace e Noah.
Ela sempre o amou, mas, inicialmente, como criança, como amigo, sem o despertar sexual. Já ele, desde que a conheceu sabia o que iria querer com ela quando crescesse. Ele nunca foi criança. Tendo visto de tudo dentro de casa, drogas e sexo (sim! Os pais dele são péssimos, Noah é um sobrevivente), ele despertou sexualmente muito cedo e sempre viu Grace como a menina que ele iria querer fazer 'coisas'. Mas foi paciente (se é que esperar até os 13 anos é ter paciência kkkk), respeitou ela e o tempo dela. Achei ele um menino maravilhoso. Bom filho, companheiro, leal, enfim, bom garoto.
Não tenho críticas a essa primeira parte.
Na Segunda Parte, que se inicia após a primeira separação deles, temos uma visão melhor dos personagens secundários e ficamos sabendo que:
A mãe de Grace é maravilhosa. No início fiquei incomodada com o fato dela saber onde Noah estava e não ter contado a Grace, mas depois entendi perfeitamente o porquê.
O pai de Noah é asqueroso. Não que já não soubéssemos, mas ter contato direto com ele é outra estória.
O pai de Grace, que até então tinha sido ótimo, se mostrou preconceituoso por Noah ser pobre, filho de viciados e, ao menos na cabeça dele, sem futuro. Fiquei decepcionada por ele pensar assim de um garoto que cresceu dentro da casa dele. Um garoto que ele conhecia a índole. Ok! Ele é pai e deve saber das coisas (ou pensa que sabe), mas eu fiquei tão apaixonadinha por Noah que não gostei dele pensar mal do menino.
As amigas de Grace, Sara e Tiffany, são ótimas. Tive um pouco de ranço de Dustin, mas passou rápido. E na Parte Final ele chega até a ser fofo.
Os pais adotivos de Noah são ótimos. Mas a Janet é maravilhosa demais. Amei ela!
Na Parte Final eles de reencontram após a segunda separação, mas Grace reluta tanto em se render ao que sente por Noah que se torna chata, negando os sentimentos, empurrando Noah. Preferindo sofrer a ficar com ele. Já Noah é, como sempre, maravilhoso, paciente e lindo!
Essa parte é sobre culpa, aceitação e recuperação. Como eu já falei mais acima, achei chatinha a parte da culpa, da autopunição, mas passa rápido e somos presentados com um lindo Epílogo.
A leitura é rápida, fácil e envolvente. Não conseguimos parar de ler. Dei 4 estrelas porque faltou me emocionar, gosto de ser atingida pelo drama e não ser apenas uma mera expectadora. Mas mesmo assim, recomendo demais a leitura!