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    O Rio do Meio -

    Lya Luft

    Mandarim
    1996
    149 páginas
    4h 58m
    ISBN-10: 8535400338
    Português Brasileiro
    3.9
    208 avaliações
    Leram414Lendo14Querem188Relendo1Abandonos6Resenhas13
    Favoritos3Desejados188Avaliaram208

    Lançado originalmente em 1996, O rio do meio, da consagrada escritora e tradutora brasileira Lya Luft, foi um dos pioneiros em um gênero indefinido e inusitado na literatura brasileira: nem ficção, nem relato jornalístico. Original, o livro foi vencedor do prêmio de melhor obra do ano da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). Em sua erudição e, ao mesmo tempo, capacidade de dialogar de maneira simples e acesível, Luft presenteia o leitor com reflexões acerca de temas que lhe são caros, como a existência, o conflitos individuais e sociais, a família e o eu. "Há um duelo permanente entre duas personalidades que habitam, talvez, todo mundo: uma, a convencional, que faz tudo 'direito'; a outra, a estranha, agachada no porão da alma ou num sótão penumbroso; que é louca, assustadora, quer rasgar as tábuas da lei, transgredir, voar com as bruxas, romper com o cotidiano. E interfere naquela 'boazinha', que todos pensam conhecer tão bem. Quando escrevi meu primeiro romance, descobri meu jeito de tentar reunir todas as sombras que se remexiam e chamavam, e de mergulhar, já sem medo, nesse rio do meio que tudo carrega para o mar definitivo."

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    Resenhas (13)Ver mais
    Teresa Fiore picture
    Teresa Fiore06/12/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um livro autobiográfico, mas sem a preocupação de narrar fatos e seguir uma cronologia; a preocupação é com o sentimento que os fatos despertaram. Às vezes, na primeira pessoa, outras na terceira, a narrativa tem por objetivo mostrar "o rio do meio" que é o que corre e ocorre entre o realizado e o idealizado, entre projetos e frustrações, enfatizando sempre a esperança de dias melhores. Fala, principalmente, de amor (não o amor homem-mulher), do amor universal que faz com que as águas desse "rio do meio" se movimentem e impulsionem a humanidade em direção a um mundo melhor. Fala também da sensibilidade do homem (o macho), por vezes escondida por vergonha ou porque "homem não chora". Enfim, é um livro introspectivo e, ao mesmo tempo, escancarado, pois mostra sentimentos e é, acima de tudo, delicado. A linguagem fluente utiliza-se de frases simples e claras, e, ao mesmo tempo, muito profundas. Não é absolutamente um livro de auto ajuda, porque não apresenta soluções, apenas fatos do dia-a-dia de qualquer pessoa sensível; aliás, o livro destina-se a essas pessoas: homens e mulheres.

    7 curtidas

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    3.9 / 208
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