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    A relíquia -

    Eça de Queiroz

    Principis
    2019
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788594318893
    Português Brasileiro
    3.5
    101 avaliações
    Leram156Lendo12Querem139Relendo0Abandonos15Resenhas20
    Favoritos4Desejados139Avaliaram101

    Em A Relíquia, Eça de Queirós observa as instituições e identifica as causas da decadência de Portugal por meio da sátira. Nesse contexto, Teodorico Raposo representa o burguês oportunista, que se apoia nos valores cristãos para ser admirado por Titi, sua tia solteirona, beata e cruel. Para atender a um desejo dela, vai a Jerusalém buscar uma santa relíquia que cure as doenças e aflições da mulher, para receber sua herança.

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    Maria Carolina picture
    Maria Carolina20/01/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A RELÍQUIA

    Eça de Queiroz consegue desenhar em linhas perfeitas o pior da hipocrisia humana com alguns personagens marcantes nessa história, em especial o nosso protagonista Teodorico Raposo. "Raposão", como era conhecido, é um homem que vive duas vidas. Para agradar a tia e lograr receber sua herança se apresenta como um homem temente à Deus, muito religioso, mas sua verdadeira face é de alguém inescrupuloso, hipócrita e que tem como único deus o dinheiro. Com certeza a gente passa raiva lendo, mas também dá umas boas gargalhadas. Recomendo muito a leitura pra quem se interessa pelos escritores lusitanos e o período realista no século XVIII.

    10 curtidas

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    Avaliações

    3.5 / 101
    • 5 estrelas12%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas34%
    • 2 estrelas16%
    • 1 estrelas5%
    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz