No colégio todo mundo aprende um pouco sobre o voto de cabresto, onde coronéis cheios da grana compravam seus votos garantindo suas vitórias nas eleições. Coisa muito comum, principalmente no interior do Brasil.
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Tem gente que via o coronel como o benfeitor das cidadezinhas, mas no pequeno vilarejo de Cerro do Canaperau a coisa era meio diferente. Não tinha um sujeito que que gostasse do Coronel Ariolano.
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E quando o sujeito morreu, foi praticamente sinônimo de festa na cidade, se pudesse até decretariam feriado. E quando os sinos começam a tocar, todo mundo vai pra igreja - que Ariolano ajudou a reformar - ver o Padre Ernesto celebrar a missa.
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E os sinos sempre tocando, mas o céu começa a fechar, uma tempestade se aproxima, e os sinos tocando, mas peraí, o garoto que toca os sinos está sentado na primeira fila, então quem tá tocando o sino? E o temporal cai.
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Os Sinos do Inferno é só mais uma prova de como o Márcio consegue fazer conto bom do nada. O título do conto é uma referência a música do AC/DC chamada Hells Bells. É mais um conto que em poucas páginas consegue passar um clima envolvente e te prender para que você leia em minutos.
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A mensagem clara aqui fica por conta da hipocrisia das pessoas, como elas acham que só os outros fazem coisas erradas e não olham para seus próprios umbigos. É um conto que se eu pudesse passaria para todas as vizinhas fofoqueiras que ficam na porta das casas e sabem mais do que o FBI.
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Corram no Kindle Unlimited e baixem essa belezinha, vocês não vão se arrepender.