Os limites deste 'Século de Augusto' estendem-se desde a morte de César, em 15 de Março de 44 a. C., até à morte do próprio Augusto, em 19 de Agosto de 14 d.C. Se os historiadores designam assim estes 60 anos, é porque apresentam uma unidade profunda, desejada e conscientemente imposta pelo homem que, chegado ao poder, encontrava Roma no Caos e, uma vez morto, deixa um legado organizado, pacífico, armado de um ideal e de uma razão de ser que os contemporâneos de César tinham procurado em vão. Augusto foi um político de génio, grande e meticuloso estratega e sobretudo homem de acção. Justo, generoso, culto, amante das artes e da poesia, restituiu a paz à República e aos seus habitantes. Acreditava ter sido designado para uma missão civilizadora especial e que era de raça divina, mas tinha consciência de que o seu direito ao poder também advinha dos seus méritos pessoais.
O século de Augusto (Lugar da História #53) - Le siècle d' Auguste
Pierre Grimal
[Lisboa] Edições 70
2008
136 páginas
4h 32m
ISBN-11: 9724414191_
Português
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