De quando chorei nas últimas páginas
O livro terminou e eu chorei. Prosas tão musicais de um tal Carpentier, intelectual barroco, cubano afrancesado. De tamanha ousadia, mescla a música, a literatura e a vida. Faz de uma pequena novela, um livro de uma vida inteira. Sabe usar a erudição para alimentar a latinidade de um povo quase sempre sedento de uma identidade. Cria em simbiose com um trompete a veracidade de uma latente narração, que beira ao épico, que beira ao lírico, que beira o histórico. Coloca Vivaldi na roda, alimenta o gosto pelo incerto e pelo prazer de ser de terras tão Américas.


