O autor, um critico de cinema de 48 anos, decide voltar à Universidade de Colúmbia, onde se formou, e voltar a frequentar os dois cursos sobre "grandes livros" , os quais são discilplinas básicas e compreendem os livros considerados essenciais à formação do pensamento ocidental e , mais especificamente, da mentalidade norte-americana- nesta seleção consta Platão, Safo, , Aristótles, Santo Agostinho, o Livro de Jó, o Genesis, Dante,Shakespeare, Simone de Beauviour, Bocaccio e muitos outros.
O que torna este livro interessante é que o autor intercala a leitura do lviro com a experiência de vida ao mesmo tempo em que analisa a diferença de percepção entre ele, com uma experiencia de vida, e seus colegas de classe, recém sáidos da adolescência. Assim, um assalto que o autor sofreu ao sair do metrô serve para contextualizar a dialética de hegel sobre o Senhor e o Escravo ; a leitura de Homero destaca o distanciamento emocional da maioria dos alunos das realidades da vida e os estudos do Novo Testamento destcam as diferenças - e o quase constrangimento - de cada um lidar com o desconhecido. E por aí segue, mostrando não só a influência da lietaratura na formação da consciência das pessoas como trazendo para o dia-a-dia Também identifiquei-me com a dificuldade que ele tem de ler e cumprir com as demandas de um homem de familia , gerando a inivitável frustração de nunca conseguir se ler tudo que deseja,
É um livro denso, em que o autor parte do princípio que o leitor já leu ou pelo menos sabe do que se tratam as obras mencionadas citando apenas poucos trechos de cada obra , todas como suporte à sua intenção de relacioná-las ao dia-a-dia. Valeu a pena mas é um tour-de-force que requer persist~encia e neurônios extras.