After a sheltered girlhood with her "small, rather pale" aunts at Richmond, Rachel Vinrace, voyaging out on her father's ship Euphorosyne, has her first "vision of her own personality, of herself as a real everlasting thing, different from anything else, unmergeable, like the sea or the wind." At Santa Marina, dhe is welcomed into the privileged English circle which her father hopes she will adorn on their return to London - but she is repelled by its sterile complacency. Even the love and happiness she finds with Terence Hewett doesn't satisfy her completely, for "she wanted many more things than the love of one human being". Rachel's tragically sudden death underlines the hopelessness, and the beauty, of her romantic idealism. The Voyage Out (1915), Virginia Woolf's first novel, explores some of the themes wich she handled more boldly in Jacob's Room and The waves, and it reveals, aldo, something of the satirical liveliness of Orlando. Lytton Strachey wrote of it: "I love... the secular sense of it all - 18th century in its absence of folly, but with the colour and amusement of modern life as well. Oh it's vary un-Victorian." The cover shows a detail from "The Ende of the Chapter" by Wilson Steer, in the Bradford City Art Gallery.
The Voyage Out (Penguin Modern Classics) -
Virginia Woolf
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Ver maisSinopse - Publicado em 1915, A Viagem é o primeiro romance de Virginia Woolf e também um dos mais brilhantes e difíceis livros de sua carreira. Embora a autora tenha sofrido consideráveis perdas familiares durante a redação da obra, nela já estão presentes as magníficas características de sua linguagem e de seu estilo.Apesar de ter sido uma crítica ferina tanto da romantização, quanto da caracterização pseudo realista dos enredos e personagens, Virginia Woolf deixa transparecer aqui elementos e dados mais imediatos de sua vida pessoal, familiar e social. Pode se dizer que Rachel Vinrace é ela própria, assim como Helen e Ridley são seus pais.No entanto, já em seu primeiro romance, o que interessa a Virginia Woolf não é apenas a elaboração de um interessantíssimo enredo - basta dizer que uma das regiões desta "viagem" é a "boca do Amazonas". É, antes de tudo, transformar o texto num espaço em que o leitor descubra que a experiência literária consiste em libertar-se da vida cotidiana e viajar para além de seus constrangimentos e limites. Quanto mais penso sobre o livro A Viagem, mais me encanto com ele. Encanta – me o emprego magistral das palavras , a poesia pura e límpida das mais simples descrições, seja da paisagem, do tempo, dos personagens, do ambiente onde eles circulam, tudo enfim. Não que Virgínia caia no pieguismo ou romantismo excessivo , pelo contrário, em tudo ela deposita um olho arguto, irônico, trazendo à baila várias questões e dizendo exatamente tudo o que ela pensa e considera. Através de todos os personagens, ela se expressa de maneira inequívoca, e expõe suas opiniões. Seus personagens, por vezes até caricatos, nos levam, através de suas considerações e falas ao mundo dos ingleses, classe média, intelectuais, da época. Mr. Pepper, sua descrição física e seus modos chegam a ser engraçados , chegamos a sentir pena dele. Mrs. Thornbury, simpática, nos cativa. Mrs. Paley, surda feito uma porta, uma tirana com a sobrinha Susan, suave e prestativa. Mr. Hirst, de homossexualidade velada, chega a ser irritante com sua arrogância, por trás da qual, a meu ver, esconde suas incertezas e inseguranças. A bem da verdade, devo dizer que ele me pareceu muito sincero em sua amizade com Hewet. Rachel , tímida, não bonita, a música importante para ela, absolutamente ignorante da realidade da vida, nos atrai, principalmente por sua mente que se debate em incontáveis conflitos ( tem muito da própria Virgínia). Sua fragilidade e inocência nos comovem.Ansiosa ,descobrindo mundos totalmente novos para ela, despertando para a vida. Conquistou plenamente o coração de Hewet, seu noivo, que também, por sua vez, se debate entre estar ou não apaixonado por Rachel, mas que, no final, diante da dor insuportável de perdê-la se rende, incontestavelmente ao amor. Poderia ficar falando horas sobre todos os personagens! São todos absolutamente cativantes .Helen Ambrose, mulher inteligente, sensível, madura e perspicaz acolhe Rachel em seu coração, não de pronto, mas depois de conviver mais tempo com a sobrinha; preocupa-se , alegra-se e se entristece com tudo o que se relaciona com Rachel.Muito comovente seu comportamento dedicado com a doença e depois a morte de Rachel. Mas do que mais gostei mesmo foi da narrativa , do tom dessa narrativa! Virginia não poupa ninguém ! Usa de toda uma ironia, por vezes bem cáustica ao descrever seus personagens, seus modos, suas falhas, seus preconceitos em relação a tudo e a todos. Os homens consideram as mulheres como seres inferiores, só servem para administrar a casa, cuidar dos filhos , etc.Incapazes de exercer sua cidadania através do voto que lhes é negado ou mesmo de expressar suas opiniões políticas! Os jovens acham os velhos chatos e tediosos, os mais experientes consideram os jovens vazios e tolos. Temos alguns traços do movimento feminista em Virginia, justamente quando aborda essa questão machista, mas que ela, Virginia, nos deixa entrever como , sem as mulheres, os homens estariam totalmente perdidos ! Através de Miss Murgatroyd, Evelyn, Virginia aponta a vontade e a capacidade da mulher e se dedicar a coisas importantes e realizá-las a contento! Mas, sobretudo, Virginia Woolf, nos traz, nesse livro, a preocupação com a vida tal como ela é.A vida se desenrolando no dia a dia, a transição de um momento para o outro e tudo aquilo que vem no entremeio. Uma vida que não é simetricamente mostrada. Uma vida com flashes de percepção, com rasgos de pensamento se dispersando e depois convergindo com outros pensamentos, formando uma corrente por vezes tormentosa e em seguida fluindo suavemente ao longo do caminho. Uma vida com emoções; uma incansável cascata vinda de um lado seguindo para o outro. Vemos com absoluta nitidez no final do livro, uma terrível reviravolta com a doença de Rachel, o choque e incredulidade em que o leitor se vê quando de sua morte e depois........a vida segue seu curso, com as pessoas indo e vindo. Virginia Woolf escreve um verdadeiro cardápio para os sentidos e o apimenta com comentários provocantes sobre as mais variadas questões, levando-nos a refletir profundamente no decorrer do livro todo. Gostei imensamente desse livro, uma história maravilhosa, repleta de descrições estonteantes, pinceladas magistralmente por Virginia Woolf, pois são quase que como pinturas. Não só captando lugares exteriores como também o interior de seus personagens, únicos e excêntricos, uma sensível evocação da variedade das emoções humanas, modos e lembranças; desejos e arrependimentos.
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