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    Paris 1968 - As barricadas do desejo

    Olgária Matos

    Brasiliense
    1989
    97 páginas
    3h 14m
    ISBN-10: 8511020098
    Português Brasileiro
    3.6
    30 avaliações
    Leram59Lendo24Querem46Relendo0Abandonos2Resenhas3
    Favoritos1Desejados46Avaliaram30

    Em 1968, Paris estava em guerra. Palco mais representativo das manifestações estudantis que nesse ano pipocavam em várias partes do mundo, foi ali que uma geração inteira, uma geração que não acreditava mais nem na experiência do socialismo real nem nas maravilhas da sociedade de consumo, disse não às instituições, ocupou as universidades, levantou barricadas de paralelepípedos pelas ruas, enfrentou o único poder que, segundo eles, ainda valia à pena enfrentar: o poder representativo da polícia com seus cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo.

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    Diego Caldas Chaves picture
    Diego Caldas Chaves02/01/2013Resenhou um livro
    3 (Bom)

    O livro apresenta uma breve apresentação dos eventos de Maio de 1968 na França, bem como seus antecedentes. A última edição é iniciada com dois textos extras introduzidos após manifestações estudantis nos anos 80, que foram publicados como artigos em revistas. Por tal evento não ter ficado tão famoso, uma edição atual careceria de uma nota explicativa contextualizando as tais manifestações de 1986. O texto sobre maio de 68 está dividido em 4 partes, uma breve introdução com um título da "Internacional Estudantil", onde expoẽ de forma breve a maneira criativa como os estudantes franceses se manifestaram e como tais manifestações estavam em consonância com as manifestações de outros estudantes ao redor do mundo, o que possibilitou a organização de uma espécie de internacional. Logo em seguida a autora coloca os antecedentes de tal situação, falando sobre o fim do colonialismo, a orientação stalinista do Partido Comunista Francês e da esquerda oficial, a V República, etc. Enfim, a autora adentra nas manifestações propriamente ditas e as articulações dos grupos de esquerda. Uma esquerda oficial às vésperas das eleições, que temia perder votos de uma ala mais conservadora, ao mesmo tempo que não queria ver os membros de seus sindicatos em contato com grupos de esquerda chegados a agitação, etc. e que desde o início boicotaram e evitaram alianças com as manifestações estudantis e por outro lado grupos de funcionários de várias empresas entrando em greve inspirados nas manifestações estudantis que chacoalhavam o país. Para concluir o texto a autora coloca o questionamento se maio de 68 foi uma revolução ou uma revolta. As manifestações estudantis eram contestadoras e sem propostas pontuais, como as greve operárias, mas com uma intenção de fundo de modificar os pressupostos da sociedade em si e não apenas algumas condições materiais e nesta manifestação global, utilizavam de ferramentas criativas e inéditas, tais como a ocupação da Sourbonne, ou a pixação de dizeres críticos, etc.

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    Olgária Chain Feres Matos profile picture

    Olgária Chain Feres Matos

    Olgária Chain Feres Matos (21 de junho de 1948, Santiago, Chile1 ) é uma professora, filósofa, escritora e pesquisadora no campo da Teoria das Ciências Humanas.2 Sua tese de doutorado Os arcanos do inteiramente outro ganhou o Prêmio Jabuti de Ciências Humanas em 1990,3 quando foi lançada pela editora Brasiliense. Também escreveu As barricadas do desejo, livro sobre o maio de 1968 francês, e "Contemporaneidades", onde discute algumas das questões mais importantes do nosso tempo, sob o viés da filosofia, cultura, política e história. Entre 2003 e 2008, foi Professora no Mestrado em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba (Uniso). A filósofa Olgária Matos possui pós-doutorado pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales e é professora titular da Universidade de São Paulo. Foi curadora do módulo “Experiências no tempo”.

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    10 Seguidores

    Olgária Chain Feres Matos