Frustrante
O livro começou de forma promissora, a escrita, apesar de explicativa demasiadamente, com muitos detalhes desnecessários, é leve e tem um excelente ritmo. As histórias são interessantes, variadíssimas. Dos amores, até sua influência política e artística, mas de uma prepotência e soberba incomodante. Tal como um fã ao falar de um ídolo, amenizando seus erros e o enaltecendo até não dar mais suas qualidades. É evidente que se tem muita ficção aqui (e qual “biografia” não tem?). Esse romance biográfico não iria escapar. Não me incomoda a ponto de não ler um livro, alguém chamar a ‘Ditadura Militar’ de revolução, regime (a fim de amenizar) ou salvação, apesar de ser de uma ignorância tremenda, mas é evidente que mostra muito sobre o escritor. O que fez o livro decair vertiginosamente foram em dois momentos separadamente, em que se “vangloria”, citando o suicídio como ato de coragem — quando fala de um amigo. E de si próprio, falando que não deixaria definhar pela idade, ele mesmo colocaria fim à sua vida. Não digo nada relacionado à religião ou algo do tipo, só me incomodou como colocou, somente pontuando mais uma vez seu colossal ego.
