Cartas de um Condenado - Cartas da Prisão de Jacques Fesch, Guilhotinado aos 27 anos

    A. M. Lemonnier

    Editora Paulinas
    1979
    146 páginas
    4h 52m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Existem autobiografias que sensibilizam milhares de leitores pelo sensacionalismo das aventuras vividas. Alguns desses livros conquistam rapidamente a celebridade e seguem além, transformando-se em filmes de retumbante sucesso. CARTAS DE UM CONDENADO talvez não atinja semelhante êxito. O autor jamais pensou em escrever este livro. Ele resultou da compilação de sua correspondência com amigos e parentes, durante três anos de luta pela sobrevivência numa cela de Santé, célebre prisão de Paris. Nesse período, despertou-se-lhe a fé, há muito adormecida. Fé que cresceu com sua conversão, vivificou-se interiormente e, passo a passo, conduziu-o por àsperas veredas no ascendente caminho da ascense, até atingir os cumes da mística. Nesse itinerário não faltou a aventura de quem busca libertar-se das malhas e falhas de uma educação defeituosa, de uma pesada herança hedonista e da própria deterioração moral, até sentir-se espiritualmente emancipado. Foi então que teve a maravilhosa experiência os eleitos, ao ouvir nítidamente a voz do Senhor a lhe dar a serenidade e o destemor com que encarou a morte, aos 27 anos!

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    Glaucia Xavier picture
    Glaucia Xavier31/01/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Leitura impactante...

    O livro conta a história de Jacques Fesch, guilhotinado aos 27 anos. Enquanto esteve preso escrevia cartas aos seus amigos e familiares e expressava em detalhes os processos do seu encontro pessoal com Deus, bem como as alegrias e dores do avanço de sua conversão. Essa história mexeu demais comigo. Posto que, em diversas vezes, ao longo de suas cartas, as descrições de sua experiência com Deus me fez olhar para mim mesma, adentrando as minhas lembranças e vivências dos meus "processos" de dor e de culpa por ter "perdido tempo" em escolhas erradas, ao invés de desfrutar desse Infinito Amor que é a vida em Cristo. Bem como os "complexos" períodos de desertos e consolações que a nossa alma vai obtendo quando buscamos trilhar o caminho rumo a santidade. "Meu olhar mudou, mas não os meus hábitos de pensamento e de conduta: Deus os deixou como estavam. Preciso derrubar, adaptar, reconstruir as instalações interiores e só posso ficar em paz aceitando essa guerra(...) Eu próprio estou maravilhado e admirado com a mudança operada em mim pela graça. Encontrei a paz e ao mesmo tempo, a luta. Luta perpétua que me faz progredir e, quanto mais progrido, mais percebo minha miséria e o caminho infinito que me falta percorrer."

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