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    Papel Manteiga Para Embrulhar Segredos - Cartas Culinárias

    Cristiane Lisbôa

    Memória Visual
    2006
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-10: 8589617025
    Português Brasileiro
    4
    127 avaliações
    Leram187Lendo6Querem145Relendo1Abandonos0Resenhas18
    Favoritos18Desejados145Avaliaram127

    Há uma linha tênue que separa a ficção da realidade. Ficar em cima dela pode ser perigoso. Ou uma delícia. Em seu terceiro livro a escritora Cristiane Lisbôa ficou com a segunda opção, ao contar a história de uma moça que foge de casa para estudar gastronomia na casa (e também restaurante) da renomada e excêntrica chef, Senhorita Virgínia. E acaba descobrindo que gosta mesmo é de comida, fogo e aromas. Exatamente nesta ordem. O romance é contado através de cartas que a protagonista Antônia envia para sua bisavó. Não há datas, não se sabe exatamente onde ela está e as receitas são sumariamente contrabandeadas através destas cartas. O livro conta com 65 receitas assinadas pela gastrônoma Tatiana Damberg. No cardápio estão delícias da culinária internacional e vão desde uma simples sobremesa como ambrosia , passando por acompanhamentos como batatas gratinadas , até sofisticados pratos principais como guisado de cabrito com anis estrelado e omuraisu com nirá , emprestado da culináriaoriental.

    Resenhas (18)Ver mais
    Camila Perlingeiro picture
    Camila Perlingeiro26/02/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um amor parcial

    Como editora do livro Papel-manteiga, minha resenha é mais parecida com um depoimento. Um "por trás dos bastidores", posso assim dizer. Conheci a Cris (autora) num almoço, apresentada pela minha designer favorita, Mariana Newlands. De cara a gente se deu bem e eu tava procurando boas idéias para publicar o primeiro título da Memória Visual. A idéia foi conjunta, bem como todo o teor do livro. Ele foi pensado, criado, amado e adotado por um monte de gente. Na feira da USP, com os livros todos sendo vendidos com um descontão, as pessoas compravam de 5-10 exemplares para dar de presente de natal. Uma senhora comprou 20 livros para dar de presente para as amigas do curso de culinária! Quando participei da Bienal do Livro em 2007 um monte de outros editores amigos foi prestigiar, comprar, elogiar. A imprensa também foi generosa com as resenhas e notas. E as livrarias apostaram com tudo no título e eu consegui emplacar até nas grandes redes. Imagina: logo eu, editora de um título só. O livro já está em sua primeira reimpressão. E agora, a Memória Visual, editora com 18 títulos, prepara uma continuação: Cadernos de Virgínia, que vai ser mais ou menos uma continuação. Reminiscências de Virginia, pós-estágio de Antonia. Não percam. A Cris me entrega os originais em breve e espero publicar até maio!

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 127
    • 5 estrelas35%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas2%
    Cristiane Lisbôa profile picture

    Cristiane Lisbôa

    Por ela mesma (entrevista a Marcelino Freire, 25/05/2007): "Tenho predileção por invernos, vestidos longos, tranças e canções de amor. Sei o cheiro de julho. Emociono a alma em dias de ar turvo e prefiro as hortências. Não aceito convites para jantar, adoro filmes com pedidos de casamento. Tenho alergias a muitas coisas, e a idade que sempre quis ter: 25, mas aprendi a ler e a mentir com três. Já mimeografei textos nas praças. Leio rápido, quatro livros ao mesmo tempo e misturo todas as informações. Ando descalça até em brasa. Falo sozinha o tempo todo. (...) Às vezes, acordo rindo. Não sei dirigir. Quero escrever novelas. Sou de Uruguaiana, uma cidade longe, longe, que faz fronteira com a Argentina e tem tanto fantasma que ninguém nem liga pra eles. Meu pai tem um cinema, minha irmã vai ser diretora de um banco, minha mãe tem todas as certezas. Tenho dois gatos: Hilda Hilst e Caio Fernando Abreu. (...) Já ganhei um galho que veio do Egito. Coleciono pulseiras e martelos. (...) Bebo champagne com suco de laranja. Sozinha. Na pista de dança, não me contenho e faço passos coreografados que dão dor nas costas no dia seguinte. Tenho certeza de que o bom de escrever é não ter a mínima idéia do que vem na página seguinte. Adoro a Firmina Daza, do Cem anos de solidão dizendo 'à merda o leque, que o tempo é de brisa'. Prefiro mesas com gavetas. Não faço pipocas de microondas e sinceramente, Madame Bovary c'est moi."

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    Rio Grande do Sul, Brasil

    Cristiane Lisbôa