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    Novíssimo Marginal -

    Lou Albergaria

    Penalux
    2019
    194 páginas
    6h 28m
    ISBN-13: 9788558336215
    Português Brasileiro
    5
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    Será mesmo o poeta um vaticínio do mundo? Em Novíssimo marginal, Lou Albergaria propõe três espécies de jogos de presencialidade: a poesia como uma reflexão sobre a nossa posição no mundo, a poesia como uma ópera atravessando o mundo, a poesia como partida e fim do mundo. Dividido em três portas perceptivas, Novíssimo marginal nos chama para dentro, para um confronto de resultado imprevisível. Na série de poemas “Relógio \\ Sol inverso”, as palavras operam em cadências que remontam ao início dos tempos, rememorando também isso de ser e estar no mundo: “Ganhar a vida / Perder o dia / No seu laço” e “somos somente relógios / e o desejo / de não sermos / consumidos / pela pior versão de nós mesmos” nos espelham, são os “sinais dos templos”, como verseja Lou. “Poeta Experimental” apresenta uma descida às profundezas da linguagem, em que a poesia e o desejo caminham em permanente combustão, fazendo de nossa existência um estacionamento de sensações contrastantes: “O corte drástico / em nossas tripas (nos uniu) /para sempre / esse gosto diferente / que temos sobre a vida” Por fim, “Banquete c/ Sibilas & Bruxos” opera no limiar da existência: renascimento e morte, o amor a tiracolo (e o desejo ali, à espreita, como um leão no cume da noite): “o útero e todo o seu estoque de esperança / as dores e todo o seu estoque de brisa / e resiliência // o amor e a sua cura”. Três etapas, três momentos, três formas sacras de enxergar a vida e os passamentos, ser carnal, ser social, ser espiritual. Novíssimo marginal não deixa de nos lembrar que somos a linguagem que queremos negar e que a poesia é este sonho condensado diante do mundo que quer se espatifar: “o que sobraria dos leões sem os palcos?”. Daniel Zanella

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