O escritor Argentino Abel Posse recria os meses que Che Guevara passou em Praga, antes de embarcar para sua derradeira aventura na Bolívia. A partir de diários que teria escrito e conversas com contemporâneos do guerrilheiro, o romance traça um perfil intrigante do guerreiro mítico, também um homem com dúvidas e desejos, que retira sua energia vital de uma convivência permanente com a morte.
Os cadernos de Praga -
Abel Posse
Os cadernos de Praga
Resenha Livro: Os cadernos de Praga Autor: Abel Posse Ano: 1999 Número de páginas: 258 Editora: Record Sou fascinada por romances históricos e sou suspeita para falar do protagonista principal desse: Ernesto Guevara de La Serna, ou simplesmente Che Guevara. O livro une ficção e realidade, resgatando os relatos de um caderno escrito por Che durante o período de mais ou menos cinco meses que residiu em Praga, escondendo sua identidade sob os pseudônimos de Vasquez Rojas, Adolfo Mena e Ramón Benítez. O autor fez uma extensa pesquisa consultando pessoas que conheceram Che quando ele era apenas Ernesto Guevara e outros que já o conheceram como o revolucionário em questão. O autor pegou trechos do diário e mesclou com episódios fictícios. A fronteira entre o real e o imaginário é muito tênue: não dá para saber onde começa um e termina outro. Além dos relatos do caderno, há capítulos em que o autor explica como fez para chegar em uma determinada história, entrevistas do autor com as testemunhas que também são muito enriquecedoras. Anteriormente, já havia lido Diários de Motocicleta. A escrita dos cadernos é tão lírica quanto no livro inteiramente escrito por Guevara. Com muitas metáforas, as passagens se tornam prosa com a fluidez e leveza de uma poesia. Quando ele fala da asma, uma doença que naquela época ainda não havia os tratamentos disponíveis hoje, descreve-a como Dama da Aurora. Trechos belíssimos também são aqueles em que ele descreve a relação dele com a mãe. Podemos acompanhar também a culpa por não ter sido um marido presente, filho presente, pai presente. Sempre ausente por conta da revolução. A culpa é um sentimento que persegue Guevara por toda a vida. Culpa e inquietação. Se você deseja conhecer mais sobre o Guevara humano, para além do lado político revolucionário, recomendo a leitura desse livro. Acredito que você, assim como eu, irá se apaixonar por esse ser humano que foi tão altruísta, gentil, honesto e justo. Além do texto ser muito rico do ponto de vista da linguagem. Boa leitura LINK DO MEU BLOG:
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