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    Sexo e Destino - A Vida no Mundo Espiritual

    Chico Xavier, Waldo Vieira

    Feb
    2006
    455 páginas
    15h 10m
    ISBN-10: 8573283599
    Português Brasileiro
    4.3
    993 avaliações
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    Favoritos55Desejados816Avaliaram993

    Que efeito terão para o Espírito imortal em sua vida futura, em seu destino, suas experiências sexuais e sua conduta, quando encarnado? Os livros de André Luiz descrevem, com riqueza de detalhes, o Mundo Espiritual, como vivem os Espíritos, seus habitantes e as relações de causa e efeito que influem na trajetória evolutiva tanto dos encarnados quanto dos desencarnados, delineando sua vida futura, seu destino. O leitor encontrará neste livro respostas às suas indagações sobre o relacionamento sexual humano, com as implicações na vida do Espírito Imortal, possibilitando-lhe que "aprenda com a biblioteca da experiência". "Sexo e destino, amor e consciência, culpa e resgate, lar e reencarnação, constituem os temas deste livro, nascido na forja da realidade cotidiana."

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    Vitória  picture
    Vitória 09/06/2025Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    "Experiências são lições, e todos somos aprendizes."

    "Sexo e Destino" é o 12° da coleção "A vida no mundo espiritual", ditado por André Luiz e psicografado por Francisco Cândido Xavier. Neste livro, diferente dos outros, temos uma história focada na trajetória de duas famílias que moram no Rio de Janeiro, os Torres e os Nogueiras, a leitura se passa mais especificamente nos bairros de Copacabana, Flamengo e Botafogo. Durante a leitura, acompanhamos como a história entre essas duas famílias se entrelaçam, em um saga cheios de raiva, ódio, rancor, luxúria, vaidade, amor e paixão, e através desses sentimentos, vamos descobrindo pré disposição em que se colocam para obsessões. Ambas as famílias são ligadas nessa nova encarnação, após terem feito o mau uso da sexualidade na vida anterior. Também acompanhamos toda a ajuda e amparo do plano espiritual aos Torres e Nogueira. É um livro com valiosas reflexões sobre o sexo, nos explica também sobre outros temas como as relações familiares, o divórcio, a homossexualidade, poligamia, o matrimônio, encarnação e desencarnação, os gêneros, entre outros temas pertinentes ao assunto principal do livro. Minha nota se deu mais pelo fato da história ter sido passada como um romance espírita, senti falta dos comentários de André Luiz e de outros espíritos que sempre nos ajudam a entender melhor com suas perguntas e colocações pertinentes. Mesmo o formato romanceado ainda ser claro, objetivo, funcionando como se fosse a exemplificação do tema principal, ainda prefiro que tivesse uma pegada mais doutrinária, bem característico dos outros livros de André Luiz nesta coleção. A língua é a mesma da coleção inteira, é uma língua antiga, difícil, requer certa atenção, mas é algo que acabamos nos acostumando, e no final já nem nos importamos mais, pois são todos ensinamentos e reflexões, que mesmo que precisarmos ler novamente, não será em vão, sempre será válido para nosso aprendizado terreno. É mais um livro cheio de emocionantes reflexões, e que plantam uma sementinha em nossas cabeças, para nos melhorarmos em nossa atual encarnação. • SPOILERS | Quotes, Notes & Highlights • "(...) a existência física, seja na infância ou na mocidade, na madureza ou na velhice, é sempre dom inefável que nos cabe honorificar e que, mesmo detendo um corpo carnal rastejante ou disforme, mutilado ou enfermiço, devemos repetir diante da tua sabedoria incomensurável: — Obrigado, meu Deus!" "Sexo e destino, amor e consciência, liberdade e compromisso, culpa e resgate, lar e reencarnação constituem os temas deste livro, nascido na forja da realidade cotidiana." "O berço inicia. O túmulo desdobra." "A sublimação progressiva do sexo, em cada um de nós, é fornalha candente de sacrifícios continuados. Não nos cabe condenar alguém por faltas em que talvez possamos incidir ou nas quais tenhamos sido passíveis de culpa em outras ocasiões. Compreendamos para que sejamos compreendidos." "No corpo físico ou agindo fora do corpo físico, o Espírito é senhor da constituição de seus atributos. Responsabilidade não é título variável. Tanto vale numa esfera quanto em outras." "Experiências são lições, e todos somos aprendizes. Aproveitar a convivência de um mestre ou seguir um malfeitor é deliberação nossa, cujos resultados colheremos." "A responsabilidade tem o tamanho do conhecimento. Não dispomos de meios precisos para impedir que um amigo se onere em dívidas escabrosas ou se despenque em desatinos deploráveis, conquanto nos seja lícito dispensar-lhe o auxílio possível, a fim de que se acautele contra o perigo no tempo viável, sendo de notar-se que as autoridades superiores da Espiritualidade chegam a suscitar medidas especiais que impõem aflições e dores de importância aparente a determinadas pessoas, com o objetivo de livrá-las da queda em desastres morais iminentes, quando mereçam esse amparo de exceção." "Existem adubos que lançam emanações extremamente desagradáveis; no entanto, asseguram a fertilidade do solo, auxiliando a planta que, a seu turno, se dispõe a auxiliar-nos." "Homens, irmãos, ainda que não possais viver santamente à face dos instintos inferiores que nos atenazam as almas, animalizadas ainda por duros gravames do passado culposo, reduzi, quanto puderdes, as quedas de consciências! Quando não seja por vós, fazei-o pelos mortos que vos amam de uma vida mais bela!... Disciplinai-vos, em respeito a eles, guardiães invisíveis que vos estendem as mãos!... Pais e mães, esposos e esposas, filhos e irmãos, amigos e companheiros, que supondes perdidos para sempre, em muitas ocasiões vos acompanham de perto, acrescentando-vos a alegria ou partilhando-vos a dor!... Quando estiverdes a ponto de resvalar nos despenhadeiros da delinquência, pensai neles! Ser-vos-ão generosos, indicando-vos o caminho, na noite das tentações, à feição das estrelas que removem as trevas! Vós que sabeis reverenciar as mães e os mestres encanecidos na abnegação, que ainda respiram no mundo, compadecei-vos também dos mortos, transfigurados em afetuosos cireneus, a nos compartirem as cruzes das provações merecidas, em dorido silêncio, quando, muitas vezes, não somos dignos de oscular-lhes os pés!..." "Se a vida continuava, para que provocar o fim do corpo?" "Em determinadas terapêuticas, não se pode restabelecer a normalidade orgânica senão removendo o centro de infecção (...)" "Felizes da Terra! Quando passardes ao pé dos leitos de quantos atravessam prolongada agonia, afastai do pensamento a ideia de lhes acelerardes a morte!... Ladeando esses corpos amarrotados e por trás dessas bocas mudas, benfeitores do plano espiritual articulam providências, executam encargos nobilitantes, pronunciam orações ou estendem braços amigos!" "Companheiros do mundo, que ainda trazeis a visão limitada aos arcabouços da carne, por amor aos vossos sentimentos mais caros, dai consolo e silêncio, simpatia e veneração aos que se abeiram do túmulo! Eles não são as múmias torturadas que os vossos olhos contemplam, destinadas à lousa que a poeira carcome... São filhos do Céu, preparando o retorno à pátria, prestes a transpor o rio da Verdade, a cujas margens, um dia, também vós chegareis!..." "Homem que abandone a companheira sem razão ou mulher que assim proceda, gerando desregramentos passionais na vítima, cria certo ônus cármico no próprio caminho, pois ninguém causa prejuízo a outrem sem embaraçar a si mesmo." "(...) masculinidade e feminilidade totais são inexistentes na personalidade humana, do ponto de vista psicológico. Homens e mulheres, em espírito, apresentam certa percentagem mais ou menos elevada de característicos viris e feminis em cada indivíduo, o que não assegura possibilidades de comportamento íntimo normal para todos, segundo a conceituação de normalidade que a maioria dos homens estabeleceu para o meio social." "(...) homens e mulheres podem nascer homossexuais ou intersexos, como são suscetíveis de retomar o veículo físico na condição de mutilados ou inibidos em certos campos de manifestação, aditando que a alma reencarna, nessa ou naquela circunstância, para melhorar e aperfeiçoar-se, e nunca sob a destinação do mal, o que nos constrange a reconhecer que os delitos, sejam quais sejam, em quaisquer posições, correm por nossa conta." "(...) no mundo porvindouro os irmãos reencarnados, tanto em condições normais quanto em condições julgadas anormais, serão tratados em pé de igualdade, no mesmo nível de dignidade humana, reparando-se as injustiças assacadas, há séculos, contra aqueles que renascem sofrendo particularidades anômalas, porquanto a perseguição e a crueldade com que são batidos pela sociedade humana lhes impedem ou dificultam a execução dos encargos que trazem à existência física, quando não fazem deles criaturas hipócritas, com necessidade de mentir incessantemente para viver, sob o Sol que a Bondade divina acendeu em benefício de todos." "A desencarnação precoce acarretara-lhe prejuízos." "Qualquer dia é dia de criar destino ou reconstituir destino, uma vez que todos somos consciências responsáveis." "Reconhecendo-se que todos os matrimônios terrestres, entre as pessoas de evolução respeitável, se efetuam na base dos programas de trabalho previamente estabelecidos, seja em questões de benefício geral ou de provas legítimas, o divórcio é dificultado, nas esferas superiores, por todos os meios lícitos; contudo, em muitos casos, é permitido ou prestigiado, sob pena de transformar- se a justiça em prepotência contra vítimas de crueldades sociais que a legislação na Terra, por enquanto, não consegue remediar, nem prever. Surgido o problema, o companheiro ou a companheira responsável pela ruptura da confiança e da estabilidade da união conjugal passa à condição de julgado. A vítima é induzida à generosidade e à benevolência, por meio dos recursos que a Espiritualidade superior consiga veicular, a fim de que não se frustrem planos de serviço, sempre importantes para a comunidade, compreendendo- se dentro dela os Espíritos encarnados e os desencarnados, cujas vantagens são recíprocas com a humildade e a benemerência de qualquer dos seus membros. Em razão disso, alcançam a pátria espiritual, na condição de enobrecidos filhos de Deus, as grandes mulheres e os grandes homens justificadamente considerados grandes diante da Providência, quando suportam, sem queixa, as infidelidades e as violências do parceiro ou da parceira de reduto doméstico, esquecendo incompreensões e ultrajes recebidos, por amor às tarefas que os desígnios do Senhor lhes colocaram nos corações e nas mãos, seja no amparo moral à família consanguínea ou na sustentação das boas obras. Os que possuem semelhante comportamento dignificam todos os grupos espirituais a que se entrosam e, venham dessa ou daquela religião, desse ou daquele clima do mundo, são acolhidos sob galardões de heróis verdadeiros, por haverem abraçado sem revolta os que lhes espancavam a alma, sem repelir- lhes a afeição e a presença. No entanto, os que patenteiam incapacidade de perdoar as afrontas, conquanto se lhes lastime a ausência de grandeza íntima, são igualmente amparados, no desejo de separação conjugal que revelem, adiando- se- lhes os débitos para resgates futuros e concedendo- se- lhes as modificações que requeiram. Chegados a esse ponto, o homem ou a mulher continuam recolhendo o apoio espiritual que lhes seja preciso, segundo o merecimento e a necessidade de cada um, atribuindo- se tanta liberdade e tanto respeito ao homem quanto à mulher, no que tange à renovação de companhia e caminho, com as responsabilidades naturais que lhes decorram das decisões. Assim acontece — ajuntou Amantino compreensivo — porque a divina Providência manda exaltar as virtudes dos que amam sem egoísmo, sem desconsiderar o acatamento que se deve às criaturas de vida reta espoliadas no patrimônio afetivo. Os executores das leis universais, agindo em nome de Deus, não aprovam a escravidão de ninguém e, em qualquer sítio cósmico, se propõem levantar consciências livres e responsáveis, que se elevem para a suprema Sabedoria e para o Amor supremo, veneradas e dignas, ainda mesmo que para isso escolham multimilenárias experiências de ilusão e de dor." "(...) a poligamia, mesmo aparentemente legalizada entre os homens, é uma herança animal que desaparecerá da face do mundo e que, achando- nos numa estância inspirada pelos ensinamentos do Cristo, não nos cabia olvidar que, perante o Evangelho, basta um homem para uma mulher e basta uma mulher para um homem. Ponderou que há provações e circunstâncias difíceis em que o homem ou a mulher são chamados à abstenção sexual, no interesse da tranquilidade e da elevação daqueles que os cercam, situação essa que não modificam sem alterar ou agravar os próprios compromissos." "(...) a pessoa, quanto mais valor demonstre para a coletividade, na Terra ou em outras paragens, mais devotamento receba das esferas superiores." "(...) o mal não merece qualquer consideração além daquela que se reporte à corrigenda. Entretanto, se ainda não conseguimos impedir-lhe o acesso ao coração, na forma de sentimento, é forçoso não se pense nele; contudo, se não contamos com recursos para arredá-lo imediatamente da cabeça, é imperioso evitá-lo na palavra, a fim de que a ideia infeliz, já articulada, não se faça agente vivo de destruição, agindo por nossa conta e independentemente de nós."

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    Francisco Cândido Xavier

    Chico Xavier psicografou 451 livros, sendo 39 publicados após a morte. Nunca admitiu ser o autor de nenhuma dessas obras. Reproduzia apenas o que os espíritos lhe ditavam. Por esse motivo, não aceitava o dinheiro arrecadado com a venda de seus livros. Vendeu mais de 50 milhões de exemplares em português, com traduções em inglês, espanhol, japonês, esperanto, italiano, russo, romeno, mandarim, sueco e braile. Psicografou cerca de 10 mil cartas de mortos para suas famílias. Cedeu os direitos autorais para organizações espíritas e instituições de caridade, desde o primeiro livro.

    193 Livros
    784 Seguidores
    Minas Gerais, Brasil

    Francisco Cândido Xavier