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    Os Deuses Têm Sede -

    Anatole France

    Boitempo
    2007
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788575590119
    Português Brasileiro
    4
    119 avaliações
    Leram155Lendo18Querem406Relendo0Abandonos2Resenhas20
    Favoritos6Desejados406Avaliaram119

    Na efervescência política pós-Revolução Francesa, o jovem pintor Évariste Gamelin tenta sair da pobreza, criando um baralho em que o Rei, o Valete e a Dama são substituídos pelas cartas Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Sua oposição, inicialmente idealista, à aristocracia o leva a se tornar jurado nos tribunais do Terror, confiando a segurança e a pureza da nação à lâmina da guilhotina. Na trajetória desse pintor, Anatole France (1844-1924), um dos maiores escritores franceses de todos os tempos e prêmio Nobel de Literatura, retrata a cidade de Paris cinco anos após a tomada da Bastilha. Com uma linguagem realista e baseado em documentos históricos, constrói uma narrativa que revela o cotidiano dos cidadãos de uma França republicana, em luta contra o Antigo Regime, dominante no restante da Europa. Revela também os abusos, o fanatismo, as disputas, os desvios e as contradições da Revolução. O assassinato de Jean-Paul Marat, os julgamentos e as execuções de Maria Antonieta e dos girondinos, o racionamento de alimentos, a ascensão e a queda vertiginosa de Maximilien Robespierre compõem os episódios verídicos que entremeiam a narrativa de Anatole. Nesse cenário de acontecimentos reais, as intrigas de ex-banqueiros, artistas, concubinas, monges renegados, viúvas, expatriados, prostitutas e negociantes dão vida e movimento a um dos períodos mais conturbados e importantes da História. Um clássico da literatura, indicado por Antonio Candido, com prefácio de Marcelo Coelho, e agora publicado pela Boitempo em nova tradução, Os deuses têm sede é um romance sobre a violência do processo histórico e a complexidade da ação humana.

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    Geise Jacqueline14/10/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Os deuses têm sede

    é um livro ambientado na época da Revolução Francesa, mas especificamente na fase do Terror. Então recomendo que você, antes de adentrar a essa história, faça uma breve pesquisa sobre o que foi a Revolução e sobre essa fase. Isso ajudará você a ter um melhor entendimento da história. Já que nela você encontrará, em meio a ficção, muitos fatos e algumas pessoas que realmente existiram e estiveram envolvidos na Revolução. Dito isso, que história viu! Aqui vamos conhecer Evariste Gamelin, que é um pintor sem notoriedade, que vive com sua mãe. É considerado um homem íntegro e honesto, com muitos ideais, e por isso acaba se envolvendo com a política e sendo convidado a ser parte do Tribunal Revolucionário, onde ele poderá mandar qualquer pessoa á guilhotina. E assim vamos acompanhar um ser humano com boas intenções, tornar-se um fanático e um cego por justiça. E eu achei a forma como o autor desenvolveu esse personagem muito interessante. Assim como todos os outros personagens. É uma história sim, sobre política, sobre revolução, mas também é uma história sobre humanidade. Em geral, achei uma história bem triste. Fiquei muito sentida pelo que a mãe do Evariste teve que enfrentar. As escolhas que ela teve que fazer. Sabemos que a Revolução Francesa foi um grande marco para a humanidade. E que teve consequências muito boas e consequências ruins. E aqui nessa história vemos um pouco dessas consequências ruins. E Anatole France foi laureado com o Prêmio Nobel da Literatura em 1921 e Os deuses têm sede foi publicado em 1912.

    15 curtidas

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    4 / 119
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    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas26%
    • 2 estrelas1%
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    Jacques Anatole François Thibault

    Jacques Anatole François Thibault, mais conhecido como Anatole France (Paris, 16 de abril de 1844 — Saint-Cyr-sur-Loire, 12 de outubro de 1924) foi um escritor francês. De tom céptico, suas publicações obtiveram grande sucesso. Seu primeiro grande êxito foi 0 Crime de Silvestre Bonnard, premiado pela Academia francesa. Outras obras são: Thais, 0 Lírio Vermelho, O poço de Santa Clara, A rebelião dos anjos, etc. Segundo Fulgrosse, durante a guerra Franco-Prussiana (1870-1871), Anatole France participou na defesa de Paris como guarda nacional, integrado na 1ª Companhia do 20º Batalhão da Guarda Nacional do Sena (companhias de guerra), na reserva no reduto de Faisanderie (Joinville-le-Pont) enquanto decorria a batalha de Champigny, foi declarado impróprio ao serviço por ser de fraca constituição e passou a cívil em Janeiro de 1871. Foge de Paris no início da insurreição da Comuna de Paris. Tendo sido primeiramente bibliotecário do Senado, foi eleito para a Academia francesa em 23 de janeiro de 1896, para a poltrona 38, onde ele sucede Ferdinand de Lesseps. Foi recebido na Academia Francesa em 24 de dezembro de 1896. Anatole France apoiou a Émile Zola no caso Dreyfus; ao dia seguinte da publicação do "J'accuse", assinou a petição que pedia a revisão do processo. Devolveu sua Legião de Honra quando foi retirada a de Zola. Participou na fundação da Liga dos Direitos do Homem. Foi laureado com o Nobel de Literatura de 1921, pelo conjunto de sua obra.

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    Jacques Anatole François Thibault