Cada página que eu lia / doía no coração! Mato Grosso quis gritá /Mas por cima eu falei / Os homi tá cá razão / Nos arranja outro livro pra ler. ð¼ðâ¤
Que feliz coincidência, no aniversário de São Paulo, eu finalizei a leitura da biografia do patrono do samba da nossa cidade! Um excelente trabalho de pesquisa de Celso Campos Jr.
O começo de carreira difícil, vários sonoros NÃOS, mas Adoniran era um cara de pau e não se abatia. Ele tinha uma força de espírito inabalável e de muita irreverência.
Camelô, radialista, humorista, ator de cinema, circo e novela, compositor, cantor garoto propaganda e ainda artista plástico nas horas vagas. Um multi artista. O responsável por eternizar a estação Jaçanã e o furão do Arnesto. Dei muita risada no relato de que Adoniran era um barbeiro nato. Conta-se no livro que em um único dia ele foi parar três vezes na delegacia por sua imperícia nos volantes.
O contexto histórico é fantástico também! Eu aprendi muito sobre a difusão do rádio de 1930 até 1960. Sem dúvida o ponto alto do livro. Fala-se da primeira fase do cinema no Brasil e por seguinte a fase do Cinema Novo. É relatado também as inaugurações e o impactos do MASP e do MAM na provinciana São Paulo. O Teatro Arena também é relatado. A ascenção da TV no Brasil e da teledramaturgia. E por último a transformação social da cidade de São Paulo em todas as suas vertentes. É esse pano de fundo por onde o faceiro e malandro Adoniran escreve sua história. Uns dos maiores sambista de São Paulo do século XX. Um livro imprescindível pra quem gosta de música, personagens e história desta cidade monumental, chamada São Paulo! Viva a Saudosa Maloca!