Seleção De Textos Espirituais -

    Leonardo Boff

    Vozes
    1991
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-13: 9788532606839
    Português Brasileiro

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    Doney Corteletti Stinguel25/12/2019Resenhou um livro
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    Lista de Livros: Seleção de Textos Espirituais, de Leonardo Boff

    Parte I: “O espírito não é experimentado como parte do ser humano, mas como uma totalidade vital. Espírito é o nome para dizer a energia e a vitalidade de todas as manifestações humanas. Neste sentido, espírito não se opõe a corpo. Inclui-o. Espírito se opõe à morte. A grande oposição, portanto, não é entre espírito e matéria ou entre alma e corpo, mas entre vida e morte.” * “O pecado não rompe apenas nosso cordão umbilical com Deus; ele nos cinde por dentro e afeta nossa identidade interior.” * “Frente a Deus deve o homem comportar-se como filho. Aqui valem as relações filiais de amor, de obediência, de confiança e de entrega. Frente ao mundo deve ser senhor. Ele não deve deixar-se escravizar nem pelo trabalho nem pelos elementos inimigos do homem como doenças, pobreza, subdesenvolvimento, etc., que ele, pelo trabalho e pela razão prática, pode e deve dominar e criar para si uma ordem mais fraterna e humana. Frente ao outro deve comportar-se não como senhor nem como filho mas como irmão, onde reina a mútua ajuda e o espírito realmente fraterno e amigo.” * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2019/11/selecao-de-textos-espirituais-parte-i.html XXXXXXXXXXXXXXX Parte II: “A salvação anunciada pelo cristianismo constitui um conceito englobante; não se limita às libertações econômicas, políticas, sociais e ideológicas, mas tampouco se realiza sem elas.” * “Quem professa Deus e está longe da justiça, quem crê em Deus e não cria fraternidade, não professa nem crê no Deus verdadeiro, mas num ídolo.” * “A gente está tão cansado de ouvir e de dizer — o Verbo se fez carne — que nem chega a refletir o que isto significa. Ele quis realmente ser como um de nós, como eu e como tu, menos no pecado: um homem limitado que cresce, que aprende e que pergunta; um homem que sabe ouvir e pode responder. Deus não assumiu uma humanidade abstrata, animal racional. Ele assumiu, desde o seu primeiro momento de concepção, um ser histórico, Jesus de Nazaré, um judeu de raça e de religião, que se formou na estreiteza do seio materno, que cresceu na estreiteza de uma pátria insignificante, que amadureceu na estreiteza de um povinho de vila interiorana, que trabalhou num meio limitado e pouco inteligente, que não sabia grego nem latim, as línguas da época, que falava um dialeto, o aramaico, com sotaque galilaico, que sentiu a opressão das forças de ocupação de seu país, que conheceu a fome, a sede, a saudade, as lágrimas pela morte do amigo, a alegria da amizade, a tristeza, o temor, as tentações e o pavor da morte e que passou pela noite escura do abandono de Deus. Tudo isso Deus assumiu em Jesus Cristo. A nada foi poupado. Assumiu tudo o que é autenticamente humano e pertence à nossa condição como a ira justa e a alegria sã, a bondade e a dureza, a amizade e o conflito, a vida a morte. Tudo isto está presente na figura franzina do Menino que começa a choramingar no presépio entre o boi e o asno.” * Mais em:

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