É ousadia de poeta escrever sobre o inefável. Vislumbrar o impossível e, mesmo assim, mergulhar nesse paradoxo. Com desejo e delírio. Eliete entra nessas águas carregando coragem, palavras e também silêncio. Pois poesia boa é pontuada de silêncio. Diz "sim" a esse desejo e passa a navegá-lo no corpo da palavra, que fala do corpo de carne, esse estoque de água salgada, que vaza, transborda, molha e também seca.
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