Sempre tive ranço desse cara. Desculpa, mas o povo brasileiro tem memória curta e o péssimo costume de eleger como ídolos pessoas sem valor algum, a não ser na área específica que atuaram. Taí Pelé, Silvio Santos e Neymar, que não me deixam mentir. Pra mim (opinião muito particular aqui), não importa o quão bom você é em algo, se você for uma pessoa medíocre. E não sei se vocês lembram, mas Ayrton era completamente imprudente e antiético na direção. Não era à toa que ganhava tanto e também sofria tantos acidentes. Ele cortava a frente dos outros competidores no estilo kamikaze, "ou deixa eu passar, ou vamos bater", que hoje não seria aceito. Peguei esse livro no sebo com a esperança de mudar de opinião, já que apesar de ter acompanhado suas corridas quando era criança, muito pouco sabia sobre sua história, além do lance Xuxa/Galisteu. Mas não sei se valeu a pena os dez reais gastos. O livro começa falado sobre como ele era um filhinho de papai, como a grande maioria dos pilotos são até hoje. Ele praticava um esporte elitista e isso ninguém pode negar. Ganhou do pai (um pai sem noção, inclusive) o primeiro kart, que chegava a 60km por hora, tendo apenas 4 anos! Aos 9 já tinha um "kart oficial" e com 13 já competia em Interlagos. Nessa idade abandonou a escola para se dedicar integralmente a corrida. Bom, meu ranço não passou. E a forma de escrita do livro é bem confusa e superficial (quase nada sobre a morte dele ou os amores, por exemplo), sendo a pior biografia que já li. Mas o que mais me incomodou foi o tamanho e a fonte que escolheram para o livro, sendo a cereja do bolo nessa tortura literária. Ficou difícil defender Senna, ou mesmo o escritor Lemyr Martins.
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