Liga, Roda, Clica - Estudos em Mídia, Cultura e Infância

    Monica Fantin, Gilka Girardello

    Papirus
    2008
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788530808693
    Português Brasileiro

    A velocidade das mudanças nos processos e nas tecnologias de comunicação, assim como na subjetividade e na cultura contemporâneas, acarreta desafios tão grandes para quem trabalha com crianças que é freqüente um sentimento de vertigem e desorientação, particularmente entre professores. Este livro leva em conta esse sentimento, reunindo artigos de pesquisadores que há muitos anos investigam possibilidades de crítica e também de construção de alternativas para o campo de cruzamentos entre educação, infância, cultura e comunicação. Entre os temas desenvolvidos estão o papel da memória e das mediações na experiência das crianças com a mídia, a importância da produção cultural infantil nas novas linguagens e a mídia-educação na formação de crianças, jovens e professores. Esses estudos buscam contribuir para uma indispensável redefinição das idéias que temos de escola e de cidadania, e para uma ação educativa e cultural sintonizada com as necessidades das crianças de hoje.

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    Skooblover28/01/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O livro "Liga, roda, clica", organizado pelas professoras Gilka Girardello e Monica Fantim, apresenta 12 artigos que tratam das relações entre a criança e as novas tecnologias. O que me chamou atenção foi: - Estação Memória: projeto interessante em SP, em que em entrevistas idosos contam a história do bairro e de sua infância, compartilhando com as novas gerações. - Como todos nós, os educadores estão um pouco perplexos e não sabem direito o que fazer e como entender sobre a relação das crianças com o computador. - Análise sobre a escola, que antes era o espaço do saber e que agora luta para se manter como um espaço de relevância. - Gilka nos lembra que os games violentos e muito realistas não ajudam a estimular a imaginação. - Em um artigo sobre como as crianças retratam o corpo, Ingrid conta de uma menina que tinha fixação em se manter magra. Detalhe: a menina não era gorda e tinha apenas 5 anos. O livro não se propõe a oferecer respostas prontas. Não é nada do tipo o que fazer, como fazer. Mas vez ou outra dá para pescar recados interessantes, do tipo: mediar a relação das crianças com a tecnologia é uma tarefa de todos - da escola, da família, de todos nós. Para isso, é preciso que a gente mesmo comece a usar e descobrir coisas legais. Outro recado: vale muito a pena procurar experiências off-line, que ampliem cada vez mais a diversidade cultural das crianças.

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