A Desobediência Civil seguido de Walden (Rebeldes e Malditos) -

    Henry David Thoreau

    L&PM
    2016
    360 páginas
    12h 0m
    ISBN-13: 9788525433855
    Português Brasileiro

    “Fui para a mata porque queria viver deliberadamente, enfrentar apenas os fatos essenciais da vida e ver se não poderia aprender o que ela tinha a ensinar, em vez de, vindo a morrer, descobrir que não tinha vivido. Não queria viver o que não era vida, tão caro é viver; e tampouco queria praticar a resignação, a menos que fosse absolutamente necessário. Queria viver profundamente e sugar a vida até a medula, viver com tanto vigor e de forma tão espartana que eliminasse tudo o que não fosse vida [...].” (Trecho de Walden) Em julho de 1845, desgostoso com o crescente comercialismo e industrialismo da sociedade americana, Thoreau (1817- 1862) deixou Concord, Massachusetts, para instalar-se à beira do lago Walden. Eremita, caminhante solitário e ecologista avant la lettre, abandonou o convívio com a humanidade e se isolou numa cabana no bosque, onde viveu até setembro de 1847. Tal experiência seria basilar para seus dois mais emblemáticos livros, A desobediência civil (1849) e Walden (1854). O primeiro teve origem num conflito entre o autor e as autoridades pela cobrança de impostos que ele se recusava a pagar. Após uma noite na cadeia, Thoreau redigiu este texto ardente, incontido e ferino, a bíblia dos libertários. Tão poderoso que, anos mais tarde, nas mãos de Gandhi, serviu para derrubar um império. O segundo, Walden ou A vida nos bosques, como primeiramente foi publicado, é o relato dos dois anos, dois meses e dois dias em que o autor viveu apartado da sociedade, suprindo as próprias necessidades, estudando, contemplando a natureza e conhecendo a si mesmo. Deste testamento ético-espiritual beberiam todos os grandes nomes da cultura norte-americana, dos transcendentalistas aos autores beat e da contracultura do século XX, além de figuras revolucionárias como Martin Luther King.

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    Silas Rocha10/11/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

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    Thoreau tem umas ideias meio extremistas mas com o comentário do tradutor que demostrou bastante familiaridade e estudo no assunto Thoreau, que limpou essa imagem dele, deu para interpretar melhor. Thoreau foi um homem que por objeção de consciência não participou de uma guerra injusta que massacrava mexicanos por razões inglórias, não pagou impostos para um estado que ceiava com escravistas e por mais que muitos falassem mal dos senhores de escravos, ninguém fez algo pra acabar com essa blasfêmia. Ele sim, foi preso, por não pagar um dólar e alguns centavos para a guerra em impostos, protestando ativamente e nessa prisão, começou a escrever essa obra que não foi célere antes de algumas décadas após sua morte. Luther King e Ghandi, nomes conhecidos que apreciaram abertamente até, no caso do primeiro, esse ensaio. Agora, uma parte bela do livro: "É como se o estado se penitenciasse ao ponto de empregar alguém que o castigasse enquanto peca, mas não o bastante para parar de pecar por um estante sequer."

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