Mais uma Guerra Francesa
A história da França é marcada por seguidas guerras. Mesmo antes da unificação, a origem dos povos é suficientemente diferente para brigarem entre si. Alexandre Dumas escreveu uma quantidade expressiva de livros durante sua vida, sobre assuntos diversos. A Guerra das Mulheres não é um dos romances mais conhecidos, mas por se apoiar em fatos reais tem os seus atrativos. Não sou capaz de entender a sucessão ou julgar quem tinha amis direito com todas as mudanças que são feitas ao longo do tempo, mas neste romance, os príncipes estão presos e as princesas e rainhas entram numa disputa para garantir o direito de seus filhos. Mas tem uma personagem que consegue interferir e fazer oficiais tirarem partido de um ou outro lado desta disputa que é Nanon de Latirgues. E por parte das princesas, é formado um conselho cuja maior parte é formado por mulheres para apoiar as postulantes ao trono. E entre intrigas e desencontros, recados sendo mandados de um lado para outro e formação de tropas para a batalha, os interesses amorosos de Nanon sobre o Barão de Canolles criam situações dignas d'A Comédia dos Erros de Shakespeare. O quarteto se completa com Cavignac, irmão de Nanon que se faz passar por Canolles e a Viscondessa de Cambes que se faz passar pela princesa, e pelo próprio Visconde de Cambes.

