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    Obras-Primas do Conto Alemão - Coleção Obras-Primas

    E. T. A. Hoffmann

    Livraria Martins Editora
    1959
    242 páginas
    8h 4m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.5
    4 avaliações
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    São 10 contos sempre precedidos de pequena biografia (seleção, notas e introdução de Sérgio Milliet; ilustração de Puig) dos autores, que são: E.T.A. Hoffmann, Heinrich Heine, Hermann Sudermann, Jacob Wassermann, Fernando Kurnberger, Stefan Zweig, René Schickele, Bruno Frank, Vic Baum e Friedrich Torberg.

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    Márcia Regina Schwertner19/03/2010Resenhou um livro
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    "Obras-primas do conto alemão" Gostei da maneira como o organizador utilizou a visão que o homem possui de si mesmo para servir de linha de fundo dos textos escolhidos. Isso me permitiu acompanhar a alteração dessa imagem na primeira metade do século XX, de forma gradativa no período pré-guerra e, de forma mais drástica, durante e nos primeiros anos pós-guerra. Não foi apenas morte, dor, desespero, foi instalada a descrença. O homem não teve mais como confiar em si mesmo. O primeiro e o último conto são primorosos, ambos tristes, mas completamente distintos. No primeiro, “O violino de Cremona”, a dor vem carregada de um romantismo ingênuo (complexo, não se enganem) e termina em descoberta, percepção e crescimento. No último, “Minha é a vingança”, o que resta é um porto vazio; mais do que o retrato da solidão, é o retrato dos nossos limites e da nossa incapacidade. Entre os dois, outros textos que são verdadeiras pérolas, descrevendo pessoas, situações e valores. A linguagem, em alguns momentos, raros, é cansativa, mas torna-se secundária pela força dos personagens apresentados. Nos contos iniciais, temos o amor como ente de redenção; já “Alimek e o Derviche” nos fala da inutilidade da ambição, poder, dinheiro, tudo é vaidade, inclusive o afã por saber; “Dívida tardiamente paga” me tocou fundo, lembrou a importância de termos claro quem é o adulto, de quem é a obrigação de proteger e quem precisa ser protegido; “O besouro dourado” é quase iluminação, como se ainda tivéssemos alguma chance, como se ainda fosse possível, é lindo; “Cara de fome” nos chama de volta à realidade; e “Minha é a vingança” mostra a dor, a culpa, o vazio. Falhamos, falhamos...

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    Ernst Theodor Amadeus Wilhelm Hoffmann

    Escritor, compositor, caricaturista e pintor alemão. É considerado um dos maiores nomes da literatura fantástica mundial. No Romantismo alemão, Hoffmann foi um mestre, o mágico virtuoso da literatura fantástica. Entre suas obras mais conhecidas estão:Fantasias à maneira de Callot (1814/15); O vaso de ouro (1812); O elixir do diabo (1816); Noturnos (1817); Contos dos irmãos Serapion (1819/21); Princesa Brambilla (1821). Compositor, autor de música de câmara e outras, Hoffmann foi também um crítico musical perspicaz e um dos primeiros a proclamar a genialidade de Beethoven. O nome Amadeus, aliás, foi deliberadamente incorporado por Hoffmann devido sua grande admiração por Mozart.

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    Ernst Theodor Amadeus Wilhelm Hoffmann