A vida sexual da minha tia -

    Mavis Cheek

    Bertrand Brasil
    2010
    294 páginas
    9h 48m
    ISBN-13: 9788528614176
    Português Brasileiro

    Dilys está casada há 20 anos com Francis, importante advogado, apenas alguns anos mais velho do que ela, com quem tem uma vida perfeita. Contudo, por trás dessa vida dos sonhos, existe uma mulher com um grande vazio existencial. Algo falta, algo que o dinheiro não pode comprar. Até o dia em que, após o funeral de seu melhor amigo, Dilys conhece Matthew, um homem sem ambições financeiras, por quem se apaixona profundamente. O caso entre os dois acende a chama há muito escondida dentro de Dilys, fazendo com que sua vida ganhe sabor novamente. E, para esconder o romance de seu marido, ela cria um álibi - sua velha, geniosa, atrevida e gananciosa tia. Uma história que traz o dilema de uma mulher madura que precisa escolher entre o amor e o desejo e uma vida calma e segura ao lado de seu marido. Enquanto caminha em direção à liberdade (ou à destruição), descobre que a capacidade de trair está em todos nós e que mesmo as velhas tias têm segredos obscuros guardados a sete chaves. “Este livro está anos-luz à frente da comédia romântica comum... Cheek é uma escritora genuinamente espirituosa, com habilidade para fazer rir.” Daily Mail

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    Natália Alexandre20/03/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

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    "Um olhar aguçado para as fraquezas da natureza humana.. O resultado é uma moderna história de questionamentos, contada de forma habilidosa, sobre o antigo conflito entre o amor e dinheiro." The Times. "Intensas, espirituosas e repletas de bom-senso, as astutas comédias sociais de Cheek mostram as armadilhas do amor, sexo, e a contraditória desordem que é a alma feminina." Independent. Dilys está casada com Francis há mais de 20 anos. Ele é um advogado bem sucedido e ela faz caridade. Dilys ama Francis, sua vida sexual é estável, mas Francis nunca a fez ver estrelas, nunca a fez ficar sem fôlego. Como ela cita, ele nunca alcançou seu "compartimento secreto". Mas isso era um pequeno preço a se pagar por toda a felicidade que eles possuiam. Era egoísmo seu exigir de Francis mais do que ele poderia lhe dar. A culpa não era dele. E assim Dilys vivia dia após dia, confortável com sua vida, até que encontrou Matthew. Uma descarga elétrica passeou pelo seu corpo e ela relembrou de seu compartimento secreto. Matthew era "o cara" que ela pensou nunca existir, aquele que a faria ver uma explosão de estrelas, aquele que a faria sentir um verdadeiro tsunami de emoções. Mesmo sabendo ser pecado (um dos 10 pecados capitais diz "não cometerás adultério"), ser errado, ela começou um caso com Matthew. E querem saber?" Quem nunca pecou que atire a primeira pedra", já disse Jesus. Entendam, Dilys amava Francis, mas também amava Matthew. Um complementava o outro. Ela não poderia viver sem um deles. Ela mentia para os dois, mentia para o marido dizendo que sua tia precisa de ajuda e cuidado (para justificar as constantes ausências) e mentia para o amante, negando ter feito sexo com o marido. Mas ela sempre soubera que mentira tinha perna curta, muito curta. Dilys estava psicótica, tal qual uma louca varrida, mas ela simplesmente não podia descartar sua intensa vida sexual com Matthew e muito menos dizer a Francis que o traia. Ela só conseguia pensar em Brutus. --- 'O golpe de Brutus foi, de todos, o mais brutal e o mais perverso. Pois quando o nobre César viu que Brutus o apunhalava, a ingratidão, mais que a força do braço traidor, parou seu coração.' Diz Marco Antônio sobre o cruel ataque feito pelo punhal traiçoeiro de Brutus ao amigo mais próximo. O que ele diria se aquele punhal fosse enterrado em César pela própria esposa? --- Eu acredito na fidelidade e no matrimônio, mas também não sou iludida a ponto de acreditar no felizes para sempre. A vida é tão curta e temos que tentar sermos o mais felizes possível. A vida é feita de acertos e erros, e é errando que se aprende. A vida sexual da minha tia, Mavis Cheek (Bertrand Brasil, 294 p.) me surpreendeu! Me vi torcendo pela felicidade de Dilys e me emocionando com seu martírio: tentar ser feliz sem causar tristeza a ninguém. Oscar Wilde, disse uma coisa maravilhosa "viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe." Dilys conseguiu parar de existir para viver. Essa é a moral da história que devemos por em prática: viver e ser feliz. A vida sexual da minha tia é um livro fantástico, que retrata a vida como ela é. Recomendo.

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