Em O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder resumiu de uma forma positivista e historicista a luta filosófica do homem. É um livro de complexidade explicita, que se torna cansativo para leitores enfadonhos. Mas, que passa uma leveza, um espirito de busca que poucas vezes vi em um livro.
Sofia, nada mais é que a nossa imagem. Pessoas que lutam para crescer em um mundo que cada vez mais, nos faz perder o encanto. Um mundo que nos cega, um mundo que nos faz parar de pensar. Nada mais fantástico, do que a frase de Alberto: "O homem perdeu a sua sensibidade Sofia. Devemos ser como crianças, que se encantam com tudo."
Tem pontos falhos, como todo livro! Como estudante de História, critíco a postura de Gaarder de expor a filosofia de um modo hegeliano, ou seja, evolucionista. Que segue como uma procissão, em busca de uma "liberdade racional".
Mesmo assim, é lindo e profundo em muitos aspectos. E fecha com chave de ouro, pois o ultimo capitulo é algo de um pensamento universal. Quem dera que todo homem, parasse um tempo pra olhar as estrelas, e simplesmente olhar pra seu próprio passado, para ter uma melhor consciência do seu futuro.