Em Expresso Transiberiano, Konsalik de novo aborda a Rússia - grande país a um tempo civilizado e selvagem. Faz uma crítica irônica ao comunismo, mas sabe entender a alma da eterna Rússia que persiste em cada criatura.
Em Expresso Transiberiano, Konsalik de novo aborda a Rússia - grande país a um tempo civilizado e selvagem. Faz uma crítica irônica ao comunismo, mas sabe entender a alma da eterna Rússia que persiste em cada criatura.

Heinz Günther Konsalik foi um escritor alemão. Por vontade paterna, realizou estudos de medicina, enquanto em segredo, frequentava cursos de teatro e jornalismo. Estudante de literatura alemã e arte dramática, quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial foi obrigado a abandonar a Universidade, tendo sido incorporado no exército alemão e enviado para a frente russa, onde foi gravemente ferido. Depois da guerra iniciou uma carreira de escritor e dramaturgo, tendo, entretanto, ocupado o cargo de redactor-chefe de um jornal de Colónia. Foi assessor literário numa editora especializada na publicação de obras de teatro. Na maturidade, depois da forte experiência da guerra, editou os primeiros romances obtendo o seu primeiro sucesso com O Médico de Estalingrado. Torna-se então um dos mais conhecidos e populares autores alemães do pós-guerra. Tem quase duzentos romances editados e histórias traduzidas para 42 línguas. Já vendeu cerca de 100 milhões de cópias. Mas foram os seus romances, amargos e cruéis, onde o tema predominante é a guerra e a medicina, que lhe deram a notoriedade que alcançou, quer na Alemanha, quer em muitos outros países.