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    The Witcher RPG -

    Cody Pondsmith, Lisa Pondsmith

    Devir
    2020
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9788575327661
    Português Brasileiro
    3.8
    24 avaliações
    Leram33Lendo4Querem24Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos1Desejados24Avaliaram24

    Em meio à Terceira Guerra Nilfgaardiana, Geralt de Rívia, o Lobo Branco, percorre o continente em busca do paradeiro de seu amor perdido! Mas esta não é a única história. Um milhão de outras aventu­ras acontecem neste vasto continente e você está bem no meio delas! Aventure-se pelo Continente, interaja com lendas vivas e influencie a política desta terra! Lute na brutal e horrenda Terceira Guerra Nilfgaar­diana ou faça a sua própria aventura enquanto evita perder partes do seu corpo ou a sua própria morte! O RPG (role-playing game) é um livro com um conjunto de regras que possibilita aos jogadores interpretarem diversos personagens – crian­do inúmeras aventuras dentro do universo proposto pelo livro. Sen­tados ao redor de uma mesa, com a família ou amigos, todos juntos criando cenários e situações com infinitas possibilidades

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    Robson F. M. Belloli picture
    Robson F. M. Belloli09/03/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Devir... De novo?

    Essa é minha segunda resenha no Skoob... a segunda de um livro de RPG da Editora Devir. Bom, inicialmente, deixando claro que, como essa rede social é sobre livros, não sobre RPG e, consequentemente, sobre sistemas de RPG, não farei análise das mecânicas do jogo, embora eu possa mencioná-las vez ou outra. Alerta feito, vamos ao início. Inicialmente, o que mais me desagradou nesse livro foi, de longe, a tradução. Ao ponto de eu diversas vezes ter de consultar o arquivo PDF em inglês que possuo para verificar o que estava escrito e qual deveria ter sido a tradução. Parecia que o tradutor ou não conhecia o cenário do jogo ou, ainda, sequer conhecia a Língua Portuguesa. Diversas traduções ou não faziam sentido por conta da palavra escolhida não ter relação com a mensagem do texto ou, pior, pela frase estar construída de modo que não possuía coesão. Isso é algo inadmissível em uma obra literária, ainda que um manual... Ou, pior ainda em um manual. Conforme verifiquei, o problema de tradução não foi só com a versão brasileira, mas a alemã também parece ter passado por problemas, e talvez outras. Outro ponto complicado é que o livro é mal estruturado. Assim como o livro de O Senhor dos Anéis, do sistema CODA, igualmente publicado pela Devir (mas esse problema não é culpa dela, que apenas deixou o livro como o original), você precisa ler atentamente cada página e marcar onde está cada página para verificar o que precisa ser feito em cada ponto da ficha. E, vez ou outra, fazer o trabalho chato de "ir e voltar" nas páginas. Não bastasse, ainda tem várias dúvidas sem resposta no livro, que apenas foram solucionadas com material de fãs ou FAQ's. Considerando que essa versão já veio atualizada com a Errata da primeira edição original, é um pouco frustrante o livro ainda deixar certas dúvidas em um aspecto básico como a criação de personagens. Adiante, outros detalhes incomodaram-me. Itens que os personagens ganham de acordo com o livro, mas que não explicam como funcionariam mecanicamente no jogo. Fica mais como um adereço, ou algo sem importância. Não seria problema se os itens dos outros personagens também fossem assim. Entretanto, não é desse modo que funciona. Um personagem de determinada classe recebe vários itens legais e úteis para escolher para seu personagem. Outro escolhe vários que não alterarão em nada o jogo mecanicamente, sem dar qualquer vantagem ao jogador, exceto algo "cosmético" e/ou interpretativo. Novamente, não seria problema se fosse assim a todos os personagens. A parte de regras de combate também é um pouco confusa. O combate em si não é difícil, mas certas regras precisam de uma relida com maior atenção, talvez duas. isso não seria um grande problema. No entanto, novamente, algumas dúvidas apenas poderão ser retiradas através de dos fóruns dos fãs e da editora original. Após as reclamações, seguem os pontos positivos do jogo. Inicialmente, algo que gostei muito de imediato foi a forma que escolheram de descrever fatos, itens e outras parte do jogo. Embora exista a parte do jogo inteiramente narrado como um manual, há também partes em que dois personagens falam com o leitor, como se estivessem conversando com você em uma conversa de bar (o anão Rodolf Kazmer, que é "interpretado" pelo autor Cody Pondsmith), ou em uma aula da Universidade de Oxenfurt (o professor Brandon de Oxenfurt, representado pela co-autora, Lisa Pondsmith). Isso torna o texto mais divertido, pois tira um pouco o caráter de manual, e, destarte, deixa-o mais fluído para a leitura, cansando muito menos. Inclusive, há um capítulo inteiro narrado da perspectiva de um personagem. A arte do jogo também é maravilhosa. A maior parte será reconhecida das cartas de "Gwent" da CD Projekt Red (o jogo "stand-alone", não o incluso em "The Witcher 3"). O livro, dessa forma, é bastante bonito. Outro ponto forte é que, como o cenário é apresentado no período entre os jogos "The Witcher 2: Assassins of Kings", e "The Witcher 3: Wild Hunt", ele possui um ponto para que você molde os acontecimento principais dos dois primeiros jogos, de modo a deixar-lhe moldar, ainda que não tão profundamente, o atual estado do Continente (como é chamado o local em que se passa a história do cenário). Por derradeiro, o bestiário também é muito interessante. O que será arguido nesse ponto confunde-se um pouco com a parte mecênica do jogo (sistema, conjunto de regras do jogo), mas acho válido mencionar ainda assim. As descrições das criaturas possuem também uma parte narrativa, do ponto de vista do anão Kazmer, que é a parte do conhecimento (ou desconhecimento) geral do povo sobre determinada criatura, que é justamente isso. Os "achismos" e superstições da pessoa comum sobre determinada criatura. Em seguida há a parte mais de "manual" que é uma descrição de um especialista (outro "Witcher", provavelmente), sobre o que é (ou poderia ser) determinada criatura, suas fraquezas, suas táticas de combate e a melhor forma de vencê-los. isso agrega bastante a um jogo onde monstros e "Witchers" são destaque. Dá aquela imersão no mundo sombrio da trama. Sugiro, ainda, que o Narrador peça aos seus jogadores não lerem essa parte do livro, e para que façam os devidos testes para definir o que sabem sobre as criaturas. Muito mais divertido dessa forma. Enfim... Não seria um livro mediano se não fossem os erros de tradução e as partes confusas (e isso é meio estranho, pois basicamente estou afirmando que não seria um livro mediano se ele fosse bom, o que é algo lógico, creio). Eu, sinceramente, sugiro que se você sabe inglês, e não quer se incomodar com a má tradução, busque a versão em inglês (há até o "pdf" para comprar). Caso não se importe com a má tradução, ou não entende muito bem o inglês, então até recomendo obter esse. "That's all Folks"! PS: Extremamente decepcionado com a Devir por não responder ao meu e-mail de reclamação... ou seja, "status quo" mantido.

    6 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 24
    • 5 estrelas21%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%