É um bom livro em suas primeiras 300 páginas ou menos. Depois disso vira um show de horrores. Booker tenta forçar seus arquétipos goela abaixo do leitor como se fossem verdades absolutas e quando começa a analisar autores que diferem de suas ideias, vai até a sua vida pessoal ataca-los através da psicanálise. Embora a psicanálise possa ser útil no estudo literário, quando falamos de psicologia real ela se torna mais uma pseudociência, mas aqui vira tudo uma massaroca. Para piorar tudo ele ainda usa sua teoria para atacar os E.U.A., colocando-os como o garoto mimado que confronta seu velho pai (a "Europa", vulgo Inglaterra). É como ver aquele sábio avô ou tio seu ir ficando velho e gagá: uma péssima experiência.
Ainda assim eu recomendaria a leitura somente da primeira parte, talvez a segunda, se tiver estômago.