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    O Marxismo Ocidental -

    José Guilherme Merquior

    É Realizações
    2018
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9788580333435
    Português Brasileiro
    4
    2 avaliações
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    Chama-se marxismo ocidental à corrente dos intelectuais de esquerda que expressaram reservas em relação ao socialismo autoritário e que concentraram a aplicação dos conceitos marxistas na análise dos temas da cultura, muito mais que na dos problemas econômicos. Expondo com detalhes as suas fontes – em Hegel e Marx –, os seus fundamentos – em Lukács e Gramsci – e as suas implicações – em Benjamin, Adorno, Horkheimer, Sartre, Althusser, Marcuse, Habermas, entre outros –, José Guilherme Merquior sustenta que a crítica cultural empreendida por tais pensadores foi, com variações de grau, abstrata e generalizante. "O Marxismo Ocidental" foi elogiado por John Gray, eleito “livro do ano” no Financial Times e editado em espanhol por Octavio Paz. Esta reedição inclui uma extensa galeria de fac-símiles de reportagens, cartas e manuscritos relacionados à obra. “Livrinho brilhante, envolvido de rigor acadêmico e rebentando em deliciosas digressões, (...) um ensaio de história intelectual conduzido como um extenso exercício de ironia.” – John Gray, The Times Literary Supplement “Uma consideração refinada, desapaixonada e absolutamente devastadora do ‘comunismo cultural’ no Ocidente.” – George Watson, ao eleger a obra seu “book of the year” (“livro do ano”) no Financial Times.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Marcelo matos picture
    Marcelo matos19/11/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Livro importante

    Talvez eu já tenha falado suficiente sobre minhas impressões gerais do livro nas notas anteriores sobre o mesmo, eu estava na dúvida entre considerar o livro bom ou ruim, resolvi considerar o livro bom partindo do ponto de vista que os as discordâncias que tenho com o autor especialmente entre as interpelações que Merquir faz sobre Hegel, Marx, Lukács, Walter Benjamim, Adorno e sobre a Escola de Frankfurt como um todo, É preciso entender que o autor não partilha da concepção de que é preciso uma transformação radical das formas sociais na era do Capital então a maioria das minhas divergências com o autor se encontram nesse ponto específico, pois o mesmo considera que as instituições iluministas ( governo republicano com elementos democráticos, mercado globalizado, liberalismo político) seriam uma espécie de catalizador para promover o progresso e a melhoria das condições humanas talvez por isso seu diagnóstico crítico sobre um Pensador tratado no livro como Habermas é bastante brando, visto que Habermas é fruto de uma cisão na escola de Frankfurt que rompeu com o projeto adorniano de "uma sociedade totalmente outra" ( importante frisar que já não se tratava de uma questão marxista como o Comentador Martin Jay aponta desde os anos 30 o Grande Hotel tinha uma relação ambígua com o pensamento de Marx) Habermas é fruto do tronco Horkheimeano que acredita que o grau de desenvolvimento das sociedades horizontais criou instrumentos e aparatos políticos e tecnológicos capazes de promover o melhor desenvolvimento humano via democracia e participação popular, o que vai levar a Habermas e sua teoria da ética argumentativa as teorias do agir comunicativo e mais tardar em Axel Honneth e sua abordagem neo hegeliana para uma teoria do reconhecimento tornando Frankfurt não mais um projeto revolucionário mas um reformismo progressista, que mantém vínculo com o "progressimo conservador" se assim podermos chamar o Horizonte de Merquior. O livro é importante para liberais pelo motivo de que é preciso urgentemente que abandonem a Vulgaridade de Rodrigo Constantino e Cia, e tenham a mão um crítico honesto da tradição crítica do pensamento ao invés do mistifcador e torturador de textos Olavo de Carvalho. Para quem admira o "Marxismo Ocidental" deve se ter a postura do Velho Leandro Konder que a edição anexa a Carta em agradecimento a Merquior pelo livro e dedicatória, que ao ler o livro discordou porém via nisso a opoturnidade de revisitar o próprio pensamento e repensar velhas ideias a luz da crítica.

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    José Guilherme Merquior profile picture

    José Guilherme Merquior

    Foi um crítico literário, ensaísta, diplomata e sociólogo brasileiro. Professor universitário, foi um pensador que se definia politicamente como um liberal social. O crítico e ex-ministro da Educação Eduardo Portella definiu-o como "a mais fascinante máquina de pensar do Brasil pós-modernista - irreverente, agudo, sábio", ao passo que o antropólogo Lévi-Strauss o definiu como "um dos espíritos mais vivos e mais bem informados de nosso tempo".

    29 Livros
    28 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    José Guilherme Merquior