Há quatorze anos, Rose McClendon se casava com o policial Norman Daniels. Mas logo nos primeiros dias, ele revelou a monstruosa face. Agora, depois de todos esses anos de agonia, ela se desperta do pesadelo e busca uma libertação.
O livro é narrado em terceira pessoa e acompanhamos o que acontece, basicamente, com Rosie e Norman, a linguagem é simples, mas possui densidade considerável, padrão dos livros do King.
Seguindo esse padrão, a história é muito bem escrita e apresenta vários detalhes construtivos, tanto da ambientação, quando de seus personagens. É uma habilidade incrível do autor. Porém, também é algo que pode deixar a leitura um pouco arrastada, mas a prolixidade é uma característica do King, não tem como fugir disso.
O tema abordado é bem delicado, principalmente por conta de acompanhar o Norman e seus pensamentos cheios de ódio e preconceitos, o que o torna, a cada página, mais desprezível. E não é nada agradável a experiência de acompanhar alguém assim tão de perto.
Já enquanto a Rosie, é muito interessante ver a sua trajetória e seu crescimento ao se libertar de seu passado. Mas é com ela que a história acaba indo pra um lado mais sobrenatural que não me agradou, tanto é que não parecia que a história seria encaminhada para esse lado. Até chegar lá.
É interessante também a interligação com outras obras, seja citar algum nome conhecido ou termos que, quem leu outros livros, se identificam.
A condução da história causa aflição, alguns acontecimentos são bem violentos e tensos e o desfecho da história é satisfatório pelo contexto criado.
Ig literário @marlonbsan