Lê-lo uma vez só é pouco.
Li esse romance há cerca de 14 anos e após encontrar algumas resenhas na internet, me deu vontade de relê-lo. Encontrei uma edição em velhinha num sebo por 3,00 e o guardei, até que chegasse sua vez no início desse ano. Foi impressionante como a releitura me fez sentir com muito mais intensidade, e até com conhecimento de causa, os dramas dos personagens. Reler um livro é sempre um ótimo meio de medir o quanto você amadureceu desde a última vez em que o leu. Pude compreender melhor as motivações dos personagens e ter muito mais emoção durante a leitura. Refleti muito sobre a angústia que muitas vezes nos afoga num mar de incertezas.Entendi que dinheiro ajuda e muito, mas podemos ser felizes sem ele. E concordei plenamente com a afirmação de que ser feliz uma vez só é pouco. E dessa vez a minha interpretação do final do livro foi diferente. Sem lançar spoilers, posso dizer que da primeira vez a explicação para o destino de January foi a mais fantástica proposta pela autora, dadas as teorias do personagem Hugh. Mas dessa vez, me deixei levar mais pelas alucinações de January com o homem misterioso. Acredito que ele apenas conseguiu fazer o que tinha tentado no quarto dela horas antes. Quem leu sabe do que estou falando, quem não leu, devorem essas quatrocentas e tantas páginas porque valerá a pena.





