Como se fala em um mundo onde a propaganda é uma forma retorcida de magia? Na terra de Montane, a linguagem é literalmente mágica para os poucos escolhidos que possuem o dom de Contar. Esse poder é reservado para os Bardos e, como todos sabem, os Bardos têm sido quase sempre homens. Shae, de 17 anos, viveu todos esses anos admirando os Bardos - e com medo da Mancha, uma doença mortal espalhada por tinta, que tirou a vida do seu irmão mais novo há cinco anos. Desde então Shae teme ser amaldiçoada. Mas quando a tragédia acontece novamente e sua mãe é encontrada assassinada com uma adaga dourada - uma arma usada apenas pelos Bardos - Shae é obrigada a agir. Com o coração voltado para a justiça, Shae viaja a Grande Casa em busca de respostas. Mas quando o bondoso e paternal Cathal, o Grande Senhor de Montane, faz uma proposta inegável para Shae para ela ficar e treinar como um Bardo, Shae não pode recusar. Através dessa retorcida história, Shae suporta o treinamento de uma impiedosa Bardo fêmea, sentimentos hesitantes e altamente proibidos por um Bardo macho com um passado sombrio e um castelo repleto de perigosas ilusões empenhado em manter seus segredos enterrados. Mas, às vezes, a verdade está mais próxima do que imaginamos. Só temos que aprender a ouvir. Impressionante e oportuna estréia da ativista Dylan Farrow, Hush é uma poderosa fantasia feminista cheia de insights surpreendentes que lançam um raio de luz nas sombras de uma sociedade baseada em silêncio e mentiras.



