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    Uma História de Deus - Quatro milênios de busca do Judaísmo, Cristianismo e Islamismo

    Karen Armstrong

    Companhia das Letras
    1998
    472 páginas
    15h 44m
    ISBN-10: 8571644233
    Português Brasileiro
    4.5
    100 avaliações
    Leram173Lendo46Querem518Relendo2Abandonos7Resenhas4
    Favoritos7Desejados518Avaliaram100

    O Deus das grandes religiões monoteístas - judaísmo, cristianismo e islamismo - foi, ao longo dos tempos, objeto das mais variadas representações. Mesmo no interior de cada uma dessas tradições, a idéia de Deus e a maneira de vivenciá-lo nunca foram unânimes. É a história complexa e emocionante dessa multiplicidade de abordagens de Deus que Karen Armstrong, apresenta neste História de Deus . A compreensão das diferentes concepções de Deus no passado e sua relevância e utilidade é, segundo ela, uma maneira de se começar a buscar uma nova concepção de Deus para o século XXI. Um desenvolvimento inevitável, pois, como mostra neste livro, não há como negar a arraigada necessidade humana de buscar um símbolo para uma realidade que transcenda os limites de sua condição terrena.

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    Raphael Bittencourt picture
    Raphael Bittencourt10/10/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Autoridade em assuntos religiosos, Karen Armstrong apresenta, aqui, um grande panorama sobre tudo que foi produzido na mente humana para conceber o Deus das três grandes religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo. Há um capítulo para investigar a identidade de Deus sob a ética de cada uma dessas religiões, além de ser abordado, também, o deus dos filósofos, dos místicos e a concepção de Deus construída no iluminismo. Sobre Jesus, em particular, ele alguma vez se proclamou ser divino? Os estudiosos em assuntos bíblicos dizem que não. No máximo ele disse que era “filho do homem” e isso não equivale a atribuir-se uma natureza divina. No mais, a autora concluiu que não há uma visão objetiva sobre Deus: cada geração tem de criar a imagem que funciona melhor para ela. Disso decorre as diversas concepções do divino abrangidas na obra. É estudado, ainda, o deus anterior ao judaísmo das religiões pagãs que tinha um caráter regionalista e que certamente influenciou na concepção do deus judaico de Israel, o que veio a ser modificado por Jesus e Paulo que trouxeram uma ideia universal de salvação. A autora menciona, ademais, como Platão e o ‘mundo das ideias’ foram cruciais para o desenvolvimento das religiões monoteístas. Prosseguindo, me identifiquei bastante com a concepção subjetiva de Deus: “(...)Deus não vem ao homem opressivamente, mas de acordo com a capacidade humana de recebê-lo. Essa conclusão implica que Deus não pode ser descrito numa fórmula, como se fosse o mesmo para todos. É uma experiência essencialmente subjetiva. Qualquer doutrina limitaria o mistério essencial de Deus que é absolutamente incompreensível”. Por fim, reputo interessante a concepção de Deus como sendo o absoluto. Isso retira de Deus atributos morais como bom ou mau. O mal, propriamente, decorre do moralismo humano. Deus está além do bem e do mal. O mal existe no mundo, pois ele também é uma expressão do absoluto. Mais ou menos parecida seria a concepção de deus do filósofo Spinoza que equivale ao próprio mecanismo de funcionamento da natureza e se confunde, também, com o todo.

    8 curtidas

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    • 5 estrelas62%
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    • 1 estrelas1%
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    Karen Armstrong

    Karen Armstrong nasceu em Wildmoor, Worcestershire, Inglaterra, no seio de uma família católica de raízes irlandesas. Em 1962, com dezessete anos, torna-se noviça na ordem religiosa Society of the Holy Child Jesus e em 1965 tomou os votos de freira, assumindo o nome de Irmã Martha. Ainda no mesmo ano foi autorizada pela ordem a estudar Literatura Inglesa na Universidade de Oxford. Decepcionada com a vida religiosa, Karen abandona o convento em 1969 e orienta-se para a realização de um doutoramento sobre o poeta Alfred Tennyson; ao mesmo tempo começa a ensinar na Universidade de Londres. Porém, a sua tese de doutoramento foi rejeitada por um inspector externo e Karen ficou impedida de poder ensinar numa universidade. Todo este período foi marcado por problemas de saúde resultantes de uma epilepsia não diagnosticada e não tratada. Em 1976 tornou-se professora num colégio feminino em Dulwich. Chega a ser directora de departamento, mas devido ao seu absentismo (provocado pelos problemas de saúde) foi convidada a abandonar a instituição em 1981. Em 1981 publicou Through the Narrow Gate, uma obra que relatava a sua fracassada experiência no convento e que rapidamente se tornou um best-seller na Grã-Bretanha. Começou a ser convidada a participar como comentadora em programas de televisão e em 1984 escreve e apresenta um programa sobre a vida de São Paulo para a estação de televisão Channel Four. O trabalhou que desenvolveu para concretizar o programa, que incluiu filmagens na cidade de Jerusalém, fez com que Karen mergulhasse de novo na esfera do religioso, depois de anos de afastamento, crítica e rejeição. Desde então tornou-se uma aclamada e respeitada autora sobre religiões abraâmicas, investigando temas como o recrudescimento dos integrismos religiosos nos nossos dias. É também autora de uma biografia de Buda, que se destaca pelo trabalho de pesquisa que diferencia a história da lenda. Ocasionalmente ensina Cristianismo no Leo Baeck College de Londres, uma instituição formadora rabinos. Em 1999 recebeu um prémio do Islamic Center of Southern California por promover o entendimento entre religiões. Karen Armstrong escreve regularmente na imprensa e muitos dos seus artigos podem ser lidos no jornal britânico The Guardian. Em 2005, Karen foi convidada a integrar a "Aliança das Civilizações", um projecto secundado pelas Nações Unidas e pelo primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, cujo objectivo é lançar pontes de diálogo entre o Ocidente e o mundo islâmico. O seu mais recente livro, publicado em finais de 2005, aborda a história e as funções da mitologia. (Fonte: Wikipedia)

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    Worcestershire, Reino Unido

    Karen Armstrong