Imagina aquele pai dizendo que seu filho é o mais inteligente, o mais lindo, o mais mais, pois assim me sinto perante esta minha obra.
Eu a escrevi num momento de profunda reflexão e de inspiração muito especial.
O ano foi 1996 (só publiquei em 2006), como Carlos o Desempregado, sentei-me ao computador e só levantei após a obra pronta, nem me lembro o tempo transcorrido.
Este encontro especial de pessoas especiais que apresentam seu dom, me levou a fazer uma poesia que trata da vida; a sentir na narrativa do "Sábio" as questões que se apresentavam à angústia de Jorge que havia perdido sua mãe e indagava às pedras, à nuvem, à um pássaro, à uma serpente, à Lua cheia, às estrelas e ao Sol, questões tão humanas quanto o sentido da perda, e a vida ser tão efêmera; a ouvir uma cantora a cantar músicas de minha infância e juventude, representando todas as músicas que marcaram a minha vida; relembrar um período especial de minha vida quando com seis anos morava num local próximo a Curitiba, na velha estrada por onde passavam os caminhões levando a safra de café ao Porto de Paranaguá, e eu ficava à beira da estrada vendo aqueles GMC Marítimo e quando algum parava para comprar uvas que vendiamos de nosso parreiral eu ficava boquiaberto ouvindo as suas histórias, que me levaram a criar o "Peregrino" a quem um Leonardo criança perguntava e só depois este Leonardo maduro conseguiu entender estas perguntas e dar algumas respostas; a se embalar com o som do músico em seu instrumento tão melodioso que levava a todos a sentir a vida na dança e ao filósofo falar sobre a nossa existência.
É um livro inspirado, que me leva às lágrimas cada vez que o leio.
Sinto que nêle, Deus falou por mim.