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    Dias exemplares -

    Michael Cunningham

    Companhia das Letras
    2006
    407 páginas
    13h 34m
    ISBN-10: 8535908870
    Português Brasileiro
    3.6
    67 avaliações
    Leram104Lendo9Querem87Relendo1Abandonos6Resenhas7
    Favoritos8Desejados87Avaliaram67

    Sob a égide da grandiosa poesia de Walt Whitman, Michael Cunningham viaja pela loucura americana em três escalas - a violenta industrialização do século XIX, os paranóicos tempos atuais e um futuro impreciso no qual seres humanos conviverão com replicantes e alienígenas numa Terra parcialmente desfigurada por catástrofes ambientais. A primeira parte, 'Na máquina', é narrada por Lucas, um rapaz pobre e deformado, que nutre obsessão pelas palavras e pela figura de Whitman. Um garoto sem nome, igualmente deformado, solitário e infeliz, aparece na segunda parte, 'A cruzada das crianças', ambientada na Nova York de nossos dias, marcada pela violência e pelo pavor dos atentados. A parte final, 'Como a beleza', é uma inusitada odisséia ao coração da América, uma região marcada pela destruição e pela radioatividade. Um andróide e uma extraterrestre de aspecto réptil juntam-se a um terceiro garoto deformado, que os ajuda a chegar a Denver, onde pretendem encontrar o cientista renegado que criou a linhagem dos andróides. As três histórias se embaralham e se iluminam em vários níveis. Personagens de um capítulo parecem ressurgir nos outros em novas versões, reciclados e re-significados, criando um jogo de alusões que estimula o leitor e enriquece as possibilidades de leitura, tudo isso sob o amplo impacto da poesia de Whitman, que ao mesmo tempo exalta e critica o destino da América.

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    Resenhas (7)Ver mais
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    Daniel Boratto02/03/2012Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Errou feio

    Um dos meus autores favoritos errou a mão neste romance. São três histórias distintas, narradas em tempos diversos (passado, presente e futuro) com um elo risível entre elas (um objeto), que simplesmente não decolam. Os enredos são fracos, os personagens também não são cativantes... O garoto da primeira parte, por exemplo, é tão obtuso que é quase impossível condoer-se com seus sofrimentos. A história do meio é... "mediana" mesmo, e a do futuro também não funciona muito. O autor é muito bom: há trechos bacanas, principalmente quando há um paralelo com a obra de Walt Whitman, mas o resultado fica longe do que o autor conseguiu com Virginia Woolf em "As Horas". Decepcionante, principalmente se comparado aos livros anteriores deste autor - "As Horas", "Laços de Sangue" e "Uma casa no fim do mundo", todos excelentes.

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 67
    • 5 estrelas28%
    • 4 estrelas18%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas15%
    • 1 estrelas6%
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    Michael Cunningham

    Escritor norte-americano, ficou conhecido por seu <i>As horas</i>, que lhe rendeu os prêmios Pulitzer e PEN/Faulkner de Ficção, além de uma adaptação cinematográfica.

    14 Livros
    76 Seguidores
    Ohio, Estados Unidos

    Michael Cunningham